Cerqueira CésarSP
22.076 habitantes · IBGE 3511409
Resumo socioambiental
Cerqueira César apresenta em 2024 um quadro de saneamento que, embora ainda acima da mediana nacional, mostra sinais claros de deterioração recente. A cobertura de água caiu para 87,6% (queda de -2,9% no ano, e bem abaixo dos patamares de 96-100% observados entre 2013 e 2021), ficando acima da mediana brasileira (73,2%) mas abaixo da média do estado de São Paulo (96,6%). O sinal mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou de patamares residuais (2,7% em 2022) para 60,0% em 2024 — um aumento de +303% em relação a 2010 e muito acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (28,2%), posicionando o município no percentil 90, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa perda elevada sugere problemas de infraestrutura de distribuição que merecem investigação prioritária, especialmente por coincidir com a queda simultânea da cobertura de água.
O esgotamento sanitário segue trajetória ainda mais crítica. A coleta de esgoto, que se manteve entre 98% e 100% ao longo da década de 2010, caiu para 85,3% em 2024 (variação de -10,6%), após um mergulho abrupto a 69,2% em 2023. Mais grave é o tratamento de esgoto, que despencou de 80,6% em 2022 para 0,0% em 2023 — uma queda de -100%, indicando possível paralisação ou desativação da única ETE registrada no município (1 unidade em 2020). Isso contrasta com a mediana nacional de tratamento (33,3%) e com a média estadual (66,6%), sugerindo que o esgoto coletado está sendo lançado sem tratamento, com potencial impacto direto na qualidade dos corpos hídricos locais e possível relação com o aumento das emissões de resíduos.
Do lado dos resíduos sólidos, o município tem desempenho relativamente bom no atendimento domiciliar: 91,6% dos domicílios com coleta (2022, acima da mediana nacional de 76,9%, mas abaixo da UF, 89,7%) e apenas 4,6% com destino inadequado, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora acima do valor de referência da UF (1,0%). Contudo, as emissões de GEE associadas a resíduos cresceram continuamente, atingindo 21.486 tCO₂e em 2024 (+45% desde 2010), valor muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 84 — um indício de que a gestão de resíduos, apesar da boa cobertura de coleta, ainda gera pressão ambiental crescente, possivelmente ligada à falta de tratamento adequado de efluentes e resíduos.
No balanço energético e climático geral, as emissões totais de GEE do município somaram 232.262 tCO₂e em 2024, com redução de -10% desde 2010, mas ainda no percentil 64 nacional. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões de energia, que mais que dobraram (+106,7%) desde 2010, chegando a 65.963 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Por outro lado, o município conta com expressiva capacidade instalada de geração renovável — 101 MW em potência hidráulica e 61 MW em biomassa, ambos estáveis
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
87.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
85.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
60.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2016
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
162 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
101 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
232.262 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
21.486 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
65.963 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
