CerritoRS

5.915 habitantes · IBGE 4305124

IA

Resumo socioambiental

Cerrito/RS apresenta indicadores de saneamento básico aquém das referências nacionais e estaduais, configurando o principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atingiu 60,5% em 2022, com crescimento de 12% desde 2008, mas permanece bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média gaúcha (88,1%), posicionando o município no percentil 30. A situação do esgotamento sanitário é mais crítica: embora a coleta alcance 83,5% (2018), próxima da mediana nacional, o tratamento de esgoto é 0,0%, ou seja, todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento — um passivo ambiental relevante que contrasta com a mediana nacional de 37,7%. Some-se a isso a perda de água de 37,5% em 2022, que mais do que triplicou desde 2014 (3,3%) e supera tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média estadual (36,5%), indicando ineficiência crescente na gestão da rede e desperdício de um recurso cada vez mais sensível.

No manejo de resíduos sólidos, o quadro é ambivalente. A destinação inadequada de domicílios caiu de 46,3% (2010) para 31,2% (2022), uma melhora expressiva de 32,7%, mas o valor ainda é mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito superior à média do RS (4,5%), colocando Cerrito no percentil 75 — entre os piores do país nesse quesito. Coerentemente, as emissões de GEE ligadas a resíduos cresceram 7,2% na última década, atingindo 2.993 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em emissões totais de GEE, o município registrou 160.584 tCO₂e em 2024, com queda de 15,3% frente a 2010, mas ligeiramente acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 54. Chama atenção o salto nas emissões de energia, que triplicaram (+177%) no período, chegando a 4.431 tCO₂e — ainda assim modestas frente à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros históricos de eventos climáticos extremos (2 cheias e 5 secas em 2016) reforçam a vulnerabilidade hídrica do município, o que torna ainda mais preocupante a combinação de baixa cobertura de água, altas perdas na rede e ausência de tratamento de esgoto.

Em síntese, o cenário de Cerrito exige priorização de investimentos em infraestrutura de saneamento — especialmente tratamento de esgoto e redução de perdas de água — e no aprimoramento da destinação de resíduos sólidos, áreas em que o município está distante das referências nacionais e estaduais, apesar de avanços pontuais observados na série histórica.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

59.4%

2024

31
15.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

83.5%

2018

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2018

Perda de água

SNIS/SINISA

32.0%

2024

43
20.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.9%

2022

33
22.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

31.2%

2022

25
32.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

160.584 tCO₂e

2024

46
15.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.993 tCO₂e

2024

75
7.2% no período

Emissões de energia

SEEG

4.431 tCO₂e

2024

81
177.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.