Cerro CoráRN

11.322 habitantes · IBGE 2402709

IA

Resumo socioambiental

Cerro Corá/RN apresenta quadro de saneamento básico ainda aquém da média nacional, com sinais mistos de evolução. A cobertura de água atingiu 56,5% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Norte (79,8%), posicionando o município no percentil 26 — apesar do avanço de +25,4% desde 2008, a série mostra forte instabilidade, com picos acima de 80% em 2013-2014 seguidos de quedas expressivas. A perda de água, por outro lado, mostrou melhora relevante, caindo para 20,9% em 2022 (percentil 26, melhor que a mediana nacional de 29,9%), embora ainda distante do mínimo histórico de 10,2% registrado em 2019.

No esgotamento sanitário, a coleta recuou levemente para 83,2% em 2021 (-3,6%), ficando perto da mediana nacional (87,8%) mas muito acima da média estadual (42,3%), o que é positivo. Já o tratamento de esgoto, em 37,6% (2022), está praticamente na mediana nacional (37,7%) e acima da UF (34,3%), resultado de um salto expressivo desde 2019 (11,1%), ainda que com apenas 1 ETE em operação no município. Chama atenção a divergência entre os dados do SNIS (coleta de esgoto) e do Censo IBGE: apenas 64,2% dos domicílios têm coleta adequada (percentil 31) e 32,9% ainda têm destino inadequado de dejetos (percentil 78, pior que a mediana nacional de 14,9%), indicando que parte da população segue descoberta pela infraestrutura formal de saneamento.

Do lado das emissões, o município registrou crescimento acentuado de gases de efeito estufa, alcançando 92.099 tCO₂e em 2024 (+212,2% desde 2010), acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e ainda maior, mas a trajetória de alta é preocupante, especialmente pelo salto após 2022). As emissões de energia cresceram +81,2% no período, enquanto as de resíduos permaneceram estáveis (+5,0%, em 4.301 tCO₂e), sugerindo que o aumento das emissões totais está mais associado a outras fontes (como mudança de uso da terra ou agropecuária) do que ao setor de resíduos, coerente com a relativa estabilidade da gestão de esgoto e coleta.

Em geração de energia limpa, a potência eólica instalada cresceu para 74 MW em 2024 (+84% desde 2017), embora ainda abaixo da mediana nacional (126 MW). Quanto a eventos climáticos, o único dado disponível (2016) aponta 11 registros de seca observada, no percentil 88 do Rio Grande do Norte, sinalizando vulnerabilidade hídrica histórica que reforça a importância de sustentar os ganhos recentes na redução de perdas de água e na ampliação da cobertura e tratamento de esgoto.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

54.0%

2024

25
24.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

31.3%

2024

23
63.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

42.3%

2024

56
281.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.1%

2024

43
41.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

64.2%

2022

31
17.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.9%

2022

22
27.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

74 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

74 MW

2024

34
84.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

92.099 tCO₂e

2024

62
212.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.301 tCO₂e

2024

63
5.0% no período

Emissões de energia

SEEG

13.922 tCO₂e

2024

56
81.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.