Cerro Grande do SulRS
9.343 habitantes · IBGE 4305173
Resumo socioambiental
Cerro Grande do Sul/RS apresenta quadro crítico no saneamento básico, com cobertura de água de apenas 21,9% em 2024 — muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 4, entre os piores do país. Apesar de um dado histórico de coleta de esgoto de 100% em 2011, essa informação está desatualizada e não reflete a realidade atual; já o indicador mais recente do Censo IBGE mostra apenas 28,2% dos domicílios com coleta em 2022, queda expressiva de 53,3% em relação a 2010, também no percentil 3 nacional. O tratamento de esgoto permanece zerado desde o último registro disponível (2011), o que é coerente com o elevado percentual de destino inadequado de dejetos domiciliares (17,9% em 2022), acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima da média gaúcha (4,5%).
A perda de água na distribuição, de 33,1% em 2024, é superior à mediana nacional (29,1%), embora abaixo do patamar estadual (39,4%), indicando ineficiência operacional que se soma à baixa cobertura e compromete a universalização do abastecimento. A combinação de baixa cobertura de água, ausência de tratamento de esgoto e alto índice de destinação inadequada de resíduos domiciliares sinaliza risco sanitário e ambiental relevante, com possíveis impactos em corpos hídricos locais.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 69.828 tCO₂e em 2024, recuando 8,4% frente ao ano anterior e situando o município no percentil 30 (abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e). Contudo, essa redução não é uniforme entre os setores: as emissões de resíduos cresceram 24,3% no período, atingindo 3.149 tCO₂e, refletindo o quadro precário de saneamento e gestão de resíduos sólidos; as emissões de energia também subiram 16,6%, chegando a 26.033 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 57. Esse comportamento sugere que os ganhos em outras frentes (provavelmente mudança de uso do solo) mascaram tendências de deterioração em resíduos e energia.
Os registros de eventos hidrológicos extremos, embora restritos a 2016, mostram exposição relevante: 2 registros de cheia (percentil 87) e 3 de seca (percentil 68), ambos acima da mediana nacional (zero). A ausência de atualizações mais recentes nesses indicadores limita a análise de tendência, mas o histórico reforça a necessidade de monitoramento contínuo, especialmente diante da fragilidade da infraestrutura de saneamento, que agrava a vulnerabilidade do município a eventos climáticos extremos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
21.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2011
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2011
Perda de água
SNIS/SINISA
33.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
28.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
69.828 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.149 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
26.033 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
