Cerro GrandeRS
2.429 habitantes · IBGE 4305157
Resumo socioambiental
Cerro Grande/RS apresenta um quadro de saneamento básico preocupante e em deterioração recente, apesar de indicadores de emissões relativamente favoráveis em comparação nacional. A cobertura de água atingiu 83,7% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo da média estadual (86,2%), posicionando o município no percentil 66. Contudo, a perda de água é o dado mais crítico do dossiê: 90,3% em 2024, colocando o município no percentil 99 nacional (pior situação), com forte alta de +470,5% desde 2019 — um sinal de ineficiência operacional grave na distribuição, que compromete a sustentabilidade do sistema mesmo com boa cobertura nominal.
O esgotamento sanitário segue trajetória de piora acentuada. A coleta de esgoto caiu de 100% (2019-2021) para apenas 21,0% em 2024, uma retração de -79,0%, situando o município no percentil 16 nacional, bem abaixo da mediana (59,9%) e da UF (47,8%). O tratamento de esgoto é praticamente inexistente, com 0,0% em 2024, ante mediana nacional de 33,3%. Essa combinação de baixa coleta e tratamento nulo é coerente com o elevado percentual de destino inadequado de resíduos domiciliares (45,1% em 2022, percentil 90, muito acima da mediana nacional de 14,9% e da UF de 4,5%), embora tenha havido melhora relativa desde 2010 (58,6%). A coleta de resíduos domiciliares também é baixa (52,2% em 2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%).
Em contrapartida, as emissões de GEE do município são comparativamente baixas: 36.407 tCO₂e em 2024 (percentil 15, bem abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), com queda de -5,4% na última leitura. As emissões de resíduos, em particular, caíram -54,5% desde 2019 e situam o município no percentil 2 nacional (1.050 tCO₂e), refletindo talvez a menor geração/tratamento formal de resíduos mais do que eficiência ambiental. As emissões de energia também são baixas (2.017 tCO₂e, percentil 7). Na matriz energética, a potência solar instalada é estável em 3 MW desde 2022, acima da mediana nacional (908 kW), posicionando o município no percentil 74.
Em síntese, Cerro Grande enfrenta um desafio estrutural de saneamento — especialmente na coleta e tratamento de esgoto e no controle de perdas de água — que contrasta com seu desempenho relativamente favorável em emissões de GEE e energia solar. A prioridade de gestão deve recair sobre a recuperação da infraestrutura de esgotamento sanitário e o combate às perdas no sistema de abastecimento, dado que ambos os indicadores estão entre os piores do país (percentis 99 e 16, respectivamente para perda de água e coleta de esgoto).
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
21.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
90.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
52.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
45.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
3 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
36.407 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.050 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.017 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
7
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
