Cerro LargoRS

14.009 habitantes · IBGE 4305207

IA

Resumo socioambiental

Cerro Largo/RS apresenta em 2022 cobertura de água de 82,7%, acima da mediana nacional (76,5%) e do percentil 59, embora ainda abaixo do patamar médio do Rio Grande do Sul (88,1%). O indicador avançou 8,3% desde 2008, mas a série mostra estagnação prolongada entre 2016 e 2021 (79,5% em todos os anos), com salto recente que sugere retomada de investimentos. A perda de água, de 30,4% em 2022, é superior à mediana nacional (29,9%) e ligeiramente inferior à média estadual (36,5%), indicando ineficiência operacional relevante mesmo após queda de 19,5% frente a 2008; a oscilação entre 2020 (27,9%) e 2022 (30,4%) aponta para reversão parcial dos ganhos obtidos no início da década.

No saneamento domiciliar, a cobertura de coleta de esgoto caiu de 95,1% (2010) para 84,0% (2022), retração de 11,6%, mas o município ainda supera a mediana nacional (76,9%) e a média gaúcha (82,7%), no percentil 64. O destino inadequado de resíduos domiciliares é baixo, 1,5% em 2022, muito inferior à mediana nacional (14,9%) e à média estadual (4,5%), colocando Cerro Largo no percentil 9 — um dos melhores desempenhos do país neste quesito. Essa combinação de alta cobertura e baixo descarte inadequado, entretanto, contrasta com apenas 1 unidade de destinação registrada (2025), no percentil 69 nacional mas muito distante das 63 unidades médias do RS, sugerindo dependência de estrutura consorciada ou concentrada.

Nas emissões, o total de GEE recuou 18,6% entre 2010 e 2024, atingindo 104.477 tCO₂e, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 42. As emissões de energia caíram 11,1% no período, mas seguem elevadas frente ao Brasil (43.025 tCO₂e vs. mediana de 18.929 tCO₂e, percentil 67), refletindo perfil energético intensivo típico de município agroindustrial. Já as emissões de resíduos cresceram 12,2% desde 2010, chegando a 7.770 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 58) —, tendência que merece atenção por correr em direção contrária à melhoria observada na cobertura de coleta e no baixo destino inadequado, indicando que o problema não está na coleta, mas na geração ou tratamento final dos resíduos.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram 1 evento de cheia e 4 de seca, colocando o município nos percentis 76 e 72 nacionalmente, respectivamente, ainda que distantes dos totais estaduais (836 cheias e 1.730 secas no RS). A ausência de dados mais recentes sobre eventos extremos limita a avaliação de tendências, mas o histórico sugere exposição moderada a variabilidade climática que deve ser monitorada em conjunto com a gestão hídrica municipal.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

80.9%

2024

61
6.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.6%

2024

40
14.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.0%

2022

64
11.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.5%

2022

91
69.1% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

104.477 tCO₂e

2024

58
18.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.770 tCO₂e

2024

42
12.2% no período

Emissões de energia

SEEG

43.025 tCO₂e

2024

33
11.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.