Cerro NegroSC
3.326 habitantes · IBGE 4204178
Resumo socioambiental
Cerro Negro/SC apresenta um quadro de saneamento básico com fragilidades importantes no abastecimento de água, embora se destaque positivamente no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu apenas 40,9% em 2022, valor bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 12 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Chama atenção que, após crescimento contínuo entre 2008 e 2021 (chegando a 44,7%), houve retração em 2022, um sinal de alerta para a gestão local. Em contraste, a coleta e o tratamento de esgoto atingiram 100% em 2019, superando com folga as medianas nacional (87,8% e 37,7%, respectivamente) e estadual, evidenciando um investimento consistente nessa infraestrutura.
A perda de água na distribuição, de 40,8% em 2022, é outro ponto crítico: supera tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a catarinense (34,6%), colocando o município no percentil 73 (pior que a maioria). Essa perda elevada, somada à baixa cobertura de água, sugere subinvestimento ou obsolescência na rede de abastecimento, mesmo havendo capacidade técnica comprovada pelo desempenho em esgotamento sanitário. Já a coleta domiciliar de resíduos, embora tenha avançado de 26,9% (2010) para 47,2% (2022), permanece muito aquém da mediana nacional (76,9%), refletindo-se no elevado percentual de destinação inadequada de domicílios (47,1% em 2022), no percentil 91 nacional — entre os piores do país, apesar da melhora em relação a 2010 (73,1%).
No campo climático, as emissões totais de GEE caíram de forma expressiva, de 134.799 tCO₂e (2022) para 71.940 tCO₂e em 2024, uma redução de 73,2% desde 2010, situando o município no percentil 30 nacional (abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória de alta, atingindo 6.609 tCO₂e em 2024 (+37,6% desde 2010), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que dialoga diretamente com a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada de resíduos domiciliares — indicando que a gestão de resíduos sólidos é um gargalo tanto sanitário quanto climático. As emissões de energia também cresceram (+51,8%), embora permaneçam bem abaixo da mediana nacional.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos de 2016 — 2 cheias e 4 secas — posicionam o município em percentis elevados (87 e 72, respectivamente) frente ao Brasil, sinalizando vulnerabilidade climática que reforça a urgência de qualificar a infraestrutura hídrica e de resíduos. Em síntese, Cerro Negro combina um sistema de esgotamento sanitário exemplar com deficiências estruturais graves em abastecimento de água, perdas na rede e gestão de resíduos sólidos, exigindo priorização de investimentos nessas frentes para reduzir riscos sanitários e ambientais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
37.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2019
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2019
Perda de água
SNIS/SINISA
29.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
47.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
47.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
71.940 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.609 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.158 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
