ChácaraMG

3.177 habitantes · IBGE 3115904

IA

Resumo socioambiental

Chácara/MG apresenta um quadro de saneamento básico com avanços recentes, mas ainda com lacunas estruturais importantes. A cobertura de água atingiu 72,4% em 2024, com salto de +6,2% após anos de estagnação na faixa de 60%, mas ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média estadual (83,3%), posicionando o município no percentil 49 do país. Já a coleta de esgoto, apesar de ter recuado -21,5% em relação a níveis históricos acima de 90% (2017-2021), está em 74,3% em 2024, superando a mediana nacional (59,9%) e ficando próxima da UF (78,2%), no percentil 63. O ponto crítico é o tratamento de esgoto, que permanece em 0,0% desde 2017, muito abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (44,6%), no percentil 24 — ou seja, o esgoto é coletado mas não tratado, o que representa risco sanitário e ambiental relevante.

A perda de água na distribuição, em 29,3% (2024), está praticamente no nível da mediana nacional (29,1%), mas o indicador oscilou fortemente na última década, chegando a superar 37% em 2019, o que sugere fragilidade na gestão operacional do sistema. No âmbito dos resíduos sólidos domiciliares, houve melhora expressiva: o destino inadequado caiu de 16,2% (2010) para 5,6% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo da UF (7,4%), no percentil 27 (favorável). Contudo, o município conta com apenas 1 unidade de destinação (2021), igual à mediana nacional, mas muito distante das 135 unidades da UF, indicando dependência de estruturas externas para gestão de resíduos.

No aspecto climático, as emissões totais de GEE somaram 21.977 tCO₂e em 2024, com queda de -5,3% frente a 2010, situando o município no percentil 9 nacional — ou seja, entre os menores emissores do país, refletindo o porte populacional reduzido. Entretanto, chama atenção o crescimento acelerado das emissões de resíduos (+40,4%, para 1.973 tCO₂e) e de energia (+48,9%, para 1.839 tCO₂e) na série 2010-2024, movimento que pode estar associado à ausência de tratamento de esgoto e à limitada infraestrutura de destinação de resíduos, mesmo com percentuais ainda baixos em termos absolutos (percentis 12 e 6, respectivamente).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (ANA, 2016), mas a base é limitada a um único ano, o que restringe conclusões sobre risco hidrológico. Em síntese, Chácara avançou na cobertura de água e na redução de destinação inadequada de resíduos, porém a ausência total de tratamento de esgoto e a volatilidade nas perdas de água são os principais desafios socioambientais a serem priorizados por gestores locais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

72.4%

2024

49
6.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

74.3%

2024

63
21.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

29.3%

2024

50
8.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.1%

2022

56
4.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.6%

2022

73
65.5% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2021

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

21.977 tCO₂e

2024

91
5.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.973 tCO₂e

2024

88
40.4% no período

Emissões de energia

SEEG

1.839 tCO₂e

2024

94
48.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.