Chapada do NorteMG

10.024 habitantes · IBGE 3116100

IA

Resumo socioambiental

Chapada do Norte/MG apresenta um quadro de saneamento básico frágil, com destaque negativo para o esgotamento sanitário: a coleta de esgoto é de 0,0% (2021), muito abaixo da mediana nacional de 87,8% e da mineira de 85,0%, colocando o município no percentil 1 do país. O tratamento de esgoto também é nulo (0,0% em 2022), enquanto a mediana brasileira chega a 37,7%. Em contrapartida, a cobertura de água teve salto expressivo, passando de 39,1% em 2021 para 77,0% em 2022 (+107,9% no período), superando a mediana nacional (76,5%) e aproximando-se do percentil 51 — embora ainda abaixo da média de Minas Gerais (84,3%). A perda de água também recuou fortemente, de 28,4% para 9,1% em 2022, ficando bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), indicando ganho real de eficiência operacional no sistema de abastecimento.

O grande gargalo socioambiental do município está no manejo de resíduos sólidos domiciliares. Apenas 45,5% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), ante mediana nacional de 76,9% e mineira de 86,1% (percentil 11). Como reflexo direto, o destino inadequado de resíduos atinge 53,4% dos domicílios, muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), posicionando Chapada do Norte no percentil 95 — entre os piores do país nesse quesito. Ainda assim, houve melhora ao longo da década, com redução de 62,2% para 53,4% desde 2010. Chama atenção que essa alta proporção de destinação inadequada não se traduz em emissões elevadas de resíduos no inventário de GEE: as emissões desse setor caíram para 3.701 tCO₂e em 2024 (-17,4% frente a 2010), abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o problema é mais de cobertura de serviço público do que de volume absoluto de resíduos gerados.

No balanço de emissões totais, o município registrou 137.705 tCO₂e em 2024, com queda acentuada de 50,4% em relação a 2010, ficando praticamente no percentil 50 nacional — ou seja, na mediana do país. As emissões de energia, no entanto, cresceram 138,6% no período (de 2.082 para 4.969 tCO₂e), embora permaneçam abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Nos dados hidrológicos da ANA (2016), não houve registros de cheia, mas houve 11 registros de seca observada, valor que reflete uma exposição real a estiagens, ainda que a série disponível seja limitada a um único ano.

Em síntese, o município evoluiu positivamente em abastecimento de água e perdas do sistema, mas mantém déficits estruturais graves em esgotamento sanitário e coleta de resíduos, este último com impacto direto na alta taxa de destinação inadequada de lixo — área prioritária para investimentos públicos, especialmente por não haver, até o momento, nenhum avanço no tratamento de esgoto.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

67.5%

2024

42
35.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

2.7%

2024

2

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

22.6%

2023

45.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.5%

2022

11
20.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

53.4%

2022

5
14.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

137.705 tCO₂e

2024

50
50.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.701 tCO₂e

2024

68
17.4% no período

Emissões de energia

SEEG

4.969 tCO₂e

2024

79
138.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.