Chapada dos GuimarãesMT

19.374 habitantes · IBGE 5103007

IA

Resumo socioambiental

Chapada dos Guimarães apresenta quadro socioambiental misto, com forte avanço no abastecimento de água, mas fragilidades relevantes em perdas hídricas, manejo de resíduos e emissões associadas à energia. A cobertura de água atingiu 99,7% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e do patamar estadual (87,2%), posicionando o município no percentil 88. Contudo, a perda de água chegou a 49,9% no mesmo ano — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média de Mato Grosso (40,5%), colocando o município no percentil 84, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Essa combinação sugere rede de distribuição expandida, mas com deficiências de manutenção e controle de perdas que comprometem a eficiência do sistema.

No saneamento, a coleta de resíduos domiciliares alcançou 66,3% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e do índice estadual (84,7%), refletindo percentil 34. O destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 38,1% (2010) para 29,1% (2022), ainda é quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e quase três vezes o valor de MT (11,2%), situando o município no percentil 73 — entre os piores do país. Essa lacuna de gestão de resíduos se conecta ao aumento constante das emissões do setor, que subiram 48,7% entre 2010 e 2024, atingindo 9.388 tCO₂e, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

As emissões totais de GEE caíram 35,5% no período (de 791.771 tCO₂e em 2010 para 510.488 tCO₂e em 2024), com forte oscilação e recuo expressivo em 2021, mas o valor de 2024 ainda supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 80. Chama atenção o crescimento de 220,1% nas emissões de energia, que saltaram de 17.107 tCO₂e (2010) para 54.762 tCO₂e (2024), também acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A potência hidráulica instalada permanece estável em 226 MW desde 2010, valor muito superior à mediana nacional (6 MW), o que evidencia relevante infraestrutura energética no território, ainda que classificada como fator de pressão ambiental na métrica utilizada.

Em segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e do valor estadual (3,631), no percentil 50 — situação de atenção média que, somada às altas perdas de água já observadas, reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica e gestão de resíduos para sustentar os ganhos já obtidos na cobertura de abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

71.0%

2024

47
0.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

54.1%

2024

14
266.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

66.3%

2022

34
7.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.1%

2022

27
23.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

121 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

121 MW

2024

86
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

510.488 tCO₂e

2024

20
35.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.388 tCO₂e

2024

36
48.7% no período

Emissões de energia

SEEG

54.762 tCO₂e

2024

29
220.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.