ChapadinhaMA

84.202 habitantes · IBGE 2103208

IA

Resumo socioambiental

Chapadinha apresenta quadro crítico de saneamento básico, com apenas 38,4% de cobertura de água em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (53,5%), posicionando o município no percentil 11 do país — ou seja, entre os piores do Brasil neste indicador. Mais grave ainda é o índice de perda de água, que atingiu 70,7% em 2024, patamar bem superior à mediana nacional (29,1%) e à média do Maranhão (57,3%), colocando o município no percentil 95 (quanto maior, pior). A série histórica mostra que essa perda mais que dobrou desde 2012 (17,3%), evidenciando deterioração progressiva da infraestrutura de distribuição, o que ajuda a explicar por que a cobertura efetiva de água permanece baixa mesmo com oscilações ao longo dos anos.

No saneamento de esgoto e resíduos sólidos, a situação também é preocupante. A coleta domiciliar de lixo alcançou 62,4% dos domicílios em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (65,5%), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 32,1% das residências — acima da mediana do país (14,9%) e da média do Maranhão (29,4%), no percentil 77. Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: o setor de resíduos gerou 34.308 tCO₂e em 2024, valor 65,1% maior que em 2010 e muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), situando o município no percentil 90.

O panorama de emissões totais de GEE é o ponto mais alarmante do dossiê: Chapadinha emitiu 2.514.098 tCO₂e em 2024, um crescimento de 226,6% desde 2010, com pico de 3,5 milhões de toneladas em 2023. Esse volume coloca o município no percentil 96 nacional, muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também cresceram fortemente (97,5% desde 2010, atingindo 130.721 tCO₂e em 2024), sugerindo expansão de atividades ligadas a uso de combustíveis ou eletricidade, possivelmente associada a mudanças no uso da terra ou expansão de infraestrutura energética.

Os registros de eventos extremos (1 cheia e 5 secas em 2016) indicam vulnerabilidade climática, com o município situado no percentil 76 nacional em ambos os indicadores, mesmo com apenas um ano de dado disponível. Em síntese, Chapadinha enfrenta um ciclo de vulnerabilidades interligadas: a baixa cobertura e alta perda de água comprometem a segurança hídrica, a gestão insuficiente de resíduos eleva tanto riscos sanitários quanto emissões, e o crescimento acelerado das emissões totais de GEE — muito acima dos padrões nacionais e estaduais — exige atenção prioritária de gestores para investimentos em infraestrutura de saneamento e estratégias de mitigação climática.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

38.4%

2024

11
5.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

70.7%

2024

5
35.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.4%

2022

29
22.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.1%

2022

23
34.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.514.098 tCO₂e

2024

4
226.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

34.308 tCO₂e

2024

10
65.1% no período

Emissões de energia

SEEG

130.721 tCO₂e

2024

15
97.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.