ChoróCE
12.380 habitantes · IBGE 2303931
Resumo socioambiental
Choró/CE apresenta quadro de saneamento crítico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 40,5% em 2022, saltando de 16,7% em 2021 — o maior valor da série histórica —, mas ainda fica muito distante da mediana nacional (76,5%), do Ceará (69,9%) e coloca o município no percentil 12, ou seja, entre os piores do país. A coleta de esgoto é ainda mais preocupante: apenas 14,0% dos domicílios têm acesso (2022), com queda de 38% frente a 2010 (22,6%), enquanto o destino inadequado de dejetos atinge 72,2% dos domicílios — quase cinco vezes a mediana nacional (14,9%) e o pior indicador do dossiê, posicionando o município no percentil 99 (entre os piores do Brasil).
A perda de água no sistema, de 19,9% em 2022, embora tenha crescido expressivamente desde 2008 (2,1%), está atualmente abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (38,5%), sugerindo alguma eficiência operacional pontual, mas essa melhora contrasta com a baixíssima cobertura do serviço, indicando que o sistema atende poucos domicílios, porém com perdas relativamente controladas.
No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 116.320 tCO₂e em 2024, com alta de 56,7% desde 2010, embora tenham recuado frente ao pico de 136.616 tCO₂e em 2023. O valor está próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 45. As emissões de energia cresceram de forma acentuada (+275,7% desde 2010), atingindo 9.784 tCO₂e em 2024, o que ajuda a explicar parte do salto nas emissões totais. Já as emissões de resíduos, em 5.568 tCO₂e (2024), cresceram 53,2% desde 2010 e guardam relação direta com a precariedade do esgotamento sanitário e do manejo de destino de dejetos observada no município.
Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram maior exposição à seca do que a cheias: foram 20 registros de seca observada, no percentil 99 nacional, contra apenas 1 registro de cheia (percentil 76). Esse padrão reforça a vulnerabilidade hídrica do município, que soma escassez climática a uma infraestrutura de saneamento historicamente deficitária, exigindo investimentos prioritários em ampliação de rede de água, esgotamento sanitário e destinação adequada de resíduos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
60.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
36.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
14.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
72.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
116.320 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.568 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
9.784 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
20
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
