ChorozinhoCE

20.763 habitantes · IBGE 2303956

IA

Resumo socioambiental

Chorozinho/CE apresenta quadro de saneamento básico crítico e abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 45,2% em 2024, bem inferior à mediana nacional de 73,2% e à média cearense de 71,6% (percentil 16), com trajetória irregular ao longo da série — chegando a 57,6% em 2023 e recuando no ano seguinte. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou para 50,1% em 2024, superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a média estadual (40,5%), posicionando o município no percentil 83 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa perda elevada ajuda a explicar a baixa cobertura efetiva de água, já que parte expressiva do volume captado não chega à população.

Os dados de esgotamento sanitário são ainda mais preocupantes pela desatualização: a última informação disponível é de 2015, quando a coleta atingia 100% mas o tratamento era 0,0%, indicando que todo o esgoto coletado era despejado sem tratamento. Essa lacuna de quase uma década nos registros sugere possível descontinuidade na gestão ou no reporte ao SNIS/SINISA, o que compromete a avaliação atual do setor. Pelos dados do Censo IBGE, a proporção de domicílios com coleta de resíduos caiu para 56,7% em 2022 (de 61,6% em 2010), abaixo da mediana nacional e estadual (76,9% e 77,1%, percentil 22), enquanto o destino inadequado de domicílios, embora tenha recuado significativamente de 38,4% para 19,9% no mesmo período, ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a cearense (14,6%).

No âmbito climático, as emissões totais de GEE caíram 27,3% entre 2010 e 2024, chegando a 90.311 tCO₂e, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 37) — resultado puxado principalmente pela redução de 30,7% nas emissões de energia. Em contraposição, as emissões de resíduos cresceram 57,2% no período, atingindo 11.382 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 70). Esse aumento é coerente com a fragilidade do sistema de coleta e tratamento de resíduos e esgoto identificada acima, reforçando a necessidade de investimentos integrados em saneamento para conter simultaneamente perdas hídricas, destinação inadequada e emissões do setor.

Os registros hidrológicos de 2016 (1 evento de cheia e 14 registros de seca) situam o município em posição de risco relativo mais alto que a mediana nacional, especialmente quanto à seca (percentil 93), sinalizando vulnerabilidade climática que reforça a urgência de melhorias na gestão hídrica municipal, dada a já elevada perda de água na rede.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

45.2%

2024

16
135.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2015

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2015

Perda de água

SNIS/SINISA

50.1%

2024

17
1476.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

56.7%

2022

22
7.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.9%

2022

41
48.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

90.311 tCO₂e

2024

63
27.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.382 tCO₂e

2024

30
57.2% no período

Emissões de energia

SEEG

50.279 tCO₂e

2024

30
30.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.