ChuíRS

6.405 habitantes · IBGE 4305439

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Resumo socioambiental

Chuí encerra 2022 com cobertura de água de 100,0%, resultado muito acima da mediana nacional (76,5%) e do próprio Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 100 do país. Entretanto, esse avanço convive com um índice de perdas de água elevado, de 53,0%, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%), colocando o município no percentil 87 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A trajetória histórica mostra que as perdas cresceram de forma consistente desde 2008 (39,1%) até o pico de 58,8% em 2019, com leve recuo recente, indicando ineficiência operacional persistente na distribuição, mesmo com universalização formal do acesso.

Na gestão de resíduos sólidos, o quadro é predominantemente positivo: o destino inadequado de domicílios caiu para 1,5% em 2022 (ante 4,5% em 2010), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (4,5%), situando o município no percentil 9 (favorável). Já a coleta domiciliar recuou de 95,5% (2010) para 82,5% (2022), embora ainda próxima da média estadual (82,7%) e acima da mediana do país (76,9%). Essa combinação — baixo descarte inadequado, mas cobertura de coleta em queda — sugere possível reorganização logística do serviço, sem piora ambiental proporcional, já refletida nas emissões de resíduos, que cresceram 43,7% desde 2010 mas permanecem abaixo da mediana nacional (3.328 vs. 6.191 tCO₂e em 2024, percentil 28).

O maior destaque de atenção está nas emissões de energia, que saltaram 140,6% entre 2010 e 2024, atingindo 110.640 tCO₂e — valor muito superior à mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 82, indicando forte dependência de fontes emissoras no setor energético local. Isso ocorre apesar da capacidade instalada de energia eólica ser estável e relevante (162 MW desde 2015, acima da mediana nacional de 126 MW, percentil 58), sugerindo que o potencial renovável instalado não tem sido suficiente para conter o crescimento das emissões associadas à matriz energética municipal. As emissões totais de GEE, por sua vez, mostram oscilação acentuada, com queda expressiva em 2024 (127.268 tCO₂e) após pico em 2023 (206.342 tCO₂e), ficando próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 48).

Em síntese, Chuí apresenta bons indicadores de saneamento básico e destinação de resíduos, mas enfrenta dois desafios estruturais: perdas de água muito acima do padrão nacional, que comprometem a eficiência do investimento em universalização, e crescimento acentuado das emissões de energia, que exige revisão da matriz energética local apesar da infraestrutura eólica já instalada.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

97.2%

2024

89
5.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

50.2%

2024

17
2.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

82.5%

2022

61
13.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.5%

2022

91
66.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

162 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

162 MW

2024

58
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

127.268 tCO₂e

2024

52
29.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.328 tCO₂e

2024

72
43.7% no período

Emissões de energia

SEEG

110.640 tCO₂e

2024

18
140.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.