CidelândiaMA

13.152 habitantes · IBGE 2103257

IA

Resumo socioambiental

Cidelândia/MA apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento, com sinais mais favoráveis apenas na trajetória recente de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atinge 35,4% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (53,5%), posicionando o município no percentil 9 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto é inexistente (0,0% em 2022), contra mediana nacional de 33,3% e estadual de 23,5%. A perda de água, que deveria ser minimizada, chega a 74,9% em 2024, patamar crítico frente à mediana nacional de 29,1% e mesmo à UF (57,3%), colocando o município no percentil 96 — ou seja, entre os piores 4% do Brasil nesse indicador, com tendência de alta constante desde 2010 (+39,8%).

No manejo de resíduos sólidos, houve avanço expressivo na coleta domiciliar, que passou de 41,0% (2010) para 67,7% (2022), embora ainda abaixo da mediana nacional (76,9%) e próxima da UF (65,5%). O destino inadequado de resíduos caiu de 59,0% para 30,5% no mesmo período, uma melhora relevante, mas o indicador permanece acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (29,4%), situando o município no percentil 75 — entre os piores do país nesse quesito. Essa persistência de destinação inadequada ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que subiram de 4.456 para 6.532 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+46,6%), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Nas emissões totais de GEE, houve queda acentuada entre 2023 e 2024, de 1.307.772 para 552.563 tCO₂e (-58,6% na série), possivelmente refletindo redução do uso e mudança da terra, historicamente dominante no perfil de emissões do município. Ainda assim, o valor permanece quatro vezes acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 82. As emissões de energia cresceram de forma acentuada na série (+369,7%), atingindo 52.639 tCO₂e em 2024, quase três vezes a mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando pressão crescente desse setor mesmo com oscilações anuais.

Em síntese, Cidelândia enfrenta déficit estrutural de infraestrutura sanitária — baixa cobertura de água, ausência de tratamento de esgoto e perdas elevadíssimas na distribuição —, fatores que comprometem a saúde pública e a eficiência dos investimentos já realizados. A melhora na coleta de resíduos não foi acompanhada por destinação final adequada, refletindo-se no aumento das emissões desse setor. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados na série disponível (2016), o que sugere lacuna de monitoramento mais recente, e não ausência de risco.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

35.4%

2024

9
14.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

Perda de água

SNIS/SINISA

74.9%

2024

4
39.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

67.7%

2022

36
65.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.5%

2022

25
48.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

552.563 tCO₂e

2024

18
58.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.532 tCO₂e

2024

48
46.6% no período

Emissões de energia

SEEG

52.639 tCO₂e

2024

29
369.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.