Claro dos PoçõesMG

7.259 habitantes · IBGE 3116506

IA

Resumo socioambiental

Claro dos Poções/MG apresenta déficits estruturais em saneamento básico que colocam o município abaixo da média nacional e mineira na maioria dos indicadores. A cobertura de água atingiu 68,8% em 2024, recuperando-se de uma queda atípica em 2023 (55,5%), mas ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da UF (83,3%), posicionando o município no percentil 44. Mais crítica é a coleta de esgoto, que caiu 23,5% na série histórica e chegou a apenas 30,0% em 2024 — bem abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (78,2%), com percentil 22, indicando retrocesso relevante frente aos patamares de 50–60% observados entre 2012 e 2014. O tratamento de esgoto, por sua vez, evoluiu +27,8% no período e chegou a 33,0%, ficando praticamente equivalente à mediana nacional (33,3%), o que sugere que a fração hoje coletada é tratada com relativa eficiência, mesmo com baixa cobertura de coleta.

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado 24,5% desde 2010, ainda é de 23,1% em 2024 — inferior à mediana nacional (29,1%) e à UF (35,8%), um ponto positivo relativo (percentil 33, favorável). Já o quadro censitário de 2022 mostra descompasso entre a coleta reportada pelo SNIS e a percepção domiciliar do IBGE: 72,8% dos domicílios têm coleta de resíduos, mas 26,2% ainda têm destino inadequado, valor quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e mais de três vezes a UF (7,4%), sinalizando lacunas territoriais na gestão de resíduos sólidos que dialogam com a baixa cobertura de esgotamento sanitário.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram 67,4% entre 2010 e 2024, chegando a 61.001 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos permaneceram estáveis, em torno de 4.264 tCO₂e (variação de apenas -2,1%), abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), condizente com o porte populacional reduzido do município. Chama atenção, porém, o salto de +282% nas emissões de energia desde 2010, atingindo 27.062 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) — o que merece monitoramento, ainda que abaixo da magnitude da UF.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição a eventos extremos: 2 registros de cheia e 13 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero em ambos os casos) e situando o município nos percentis 87 e 92, respectivamente. Isso reforça a vulnerabilidade climática do território e a importância de vincular investimentos em saneamento e infraestrutura hídrica à mitigação de riscos futuros, especialmente diante da baixa cobertura de esgotamento sanitário e do destino inadequado de resíduos ainda expressivo.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.8%

2024

44
1.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

30.0%

2024

22
23.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

33.0%

2024

50
27.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.1%

2024

67
24.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.8%

2022

43
16.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.2%

2022

31
30.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

61.001 tCO₂e

2024

74
67.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.264 tCO₂e

2024

63
2.1% no período

Emissões de energia

SEEG

27.062 tCO₂e

2024

43
282.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.