ClementinaSP

7.087 habitantes · IBGE 3511904

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Resumo socioambiental

Clementina/SP apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e acima dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 98,3% em 2024, muito superior à mediana nacional de 73,2% e à média estadual de 96,6% (percentil 92), enquanto a coleta de esgoto também chegou a 98,3%, bem acima da mediana do país (59,9%) e do próprio estado de São Paulo (92,5%), posicionando o município no percentil 95. Esses números são reforçados pelo dado censitário de domicílios com coleta de resíduos, em 96,7% (2022), e pelo baixo percentual de destino inadequado de dejetos, 2,4% (2022) — ainda que acima do referencial estadual de 1,0%.

Um ponto de atenção é o tratamento de esgoto, que caiu para 32,5% em 2024 após anos de operação acima de 80%, uma queda expressiva frente aos 75,1% registrados em 2023. Esse recuo aproxima o município da mediana nacional (33,3%), mas o distancia da média paulista (66,6%), sugerindo possível problema operacional nas ETEs — o município mantém 2 unidades desde 2020, patamar acima da mediana nacional (1 unidade), o que reforça que a limitação recente é de eficiência, não de infraestrutura instalada. Também chama atenção o salto nas perdas de água, que passaram de 22,9% (2023) para 63,6% em 2024, valor mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (28,2%), indicando possível problema na rede de distribuição que merece investigação prioritária, já que compromete a eficiência do sistema mesmo com cobertura universalizada.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 107.907 tCO₂e em 2024, com queda de 20,2% frente a 2010 e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). A redução é puxada principalmente pelo setor de energia, que caiu 43,1% no período, para 39.559 tCO₂e — ainda que este valor esteja acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que é parcialmente explicado pela presença de 11 MW de potência instalada em biomassa, mantida estável desde 2010 e superior à mediana nacional (5 MW). Já as emissões de resíduos cresceram 16,9% na década, atingindo 5.565 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em direção contrária à melhora observada no saneamento — um sinal de que a gestão de resíduos sólidos não acompanhou os avanços obtidos em água e esgoto e merece atenção conjunta dos gestores.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

98.3%

2024

92
1.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

98.3%

2024

95
1.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

32.5%

2024

49
79.4% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

63.6%

2024

8

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.7%

2022

96
0.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.4%

2022

86
37.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

11 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

107.907 tCO₂e

2024

57
20.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.565 tCO₂e

2024

54
16.9% no período

Emissões de energia

SEEG

39.559 tCO₂e

2024

35
43.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.