Cocal dos AlvesPI

6.569 habitantes · IBGE 2202729

IA

Resumo socioambiental

Cocal dos Alves/PI apresenta quadro socioambiental heterogêneo, com avanço relevante no abastecimento de água mas fragilidade acentuada em saneamento básico e perdas hídricas. A cobertura de água atingiu 96,1% em 2024, superando a mediana nacional (73,2%) e o percentil estadual (92,3%), posicionando o município no percentil 87 do país. Contudo, a perda de água saltou para 56,5% em 2024 — mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (23,6%) —, revertendo a trajetória de melhora observada entre 2020 e 2022 (quando chegou a 12,7%), o que indica possível problema recente de gestão da rede ou de medição.

O maior gargalo do município está no esgotamento sanitário: apenas 30,1% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), ante mediana nacional de 76,9%, colocando Cocal dos Alves no percentil 3 do Brasil. Consequentemente, o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 69,1% dos domicílios, muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (26,3%), no percentil 99 — um dos piores indicadores do dossiê, ainda que tenha melhorado desde 2010 (87,7%). Essa carência estrutural em saneamento ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que passaram de 1.531 tCO₂e (2010) para 2.431 tCO₂e em 2024 (+58,8%), embora o volume absoluto permaneça abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em emissões totais de GEE, o município registrou 63.345 tCO₂e em 2024, com alta de 44,9% frente a 2010, mas ainda inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando-se no percentil 27. As emissões de energia quase dobraram no período (1.623 para 3.191 tCO₂e, +96,7%), refletindo provável aumento no consumo energético local, também abaixo da mediana nacional. Já os eventos climáticos extremos registrados pela ANA em 2016 — 1 cheia e 10 secas — sinalizam vulnerabilidade hídrica compatível com o semiárido piauiense, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo, sobretudo diante do agravamento recente das perdas de água.

Em síntese, Cocal dos Alves avançou no acesso à água tratada, mas mantém déficit crítico em coleta de esgoto e destinação de resíduos, com efeitos diretos sobre emissões e saúde pública. A combinação de perdas hídricas crescentes e baixa cobertura de saneamento deve orientar prioridades de investimento municipal nos próximos ciclos de planejamento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

96.1%

2024

87
12.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

56.5%

2024

12
64.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

30.1%

2022

3
145.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

69.1%

2022

1
21.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

63.345 tCO₂e

2024

73
44.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.431 tCO₂e

2024

82
58.8% no período

Emissões de energia

SEEG

3.191 tCO₂e

2024

87
96.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.