Cocalzinho de GoiásGO

26.638 habitantes · IBGE 5205513

IA

Resumo socioambiental

Cocalzinho de Goiás apresenta um quadro socioambiental de fragilidade, com destaque para a instabilidade no abastecimento de água e déficits estruturais em saneamento. A cobertura de água atingiu 66,8% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do desempenho do estado de Goiás (88,8%), posicionando o município no percentil 41 do país. A série histórica revela oscilações bruscas — de 85,1% em 2018 para 37,0% em 2023 e novo salto para 66,8% em 2024 —, sugerindo problemas de continuidade operacional ou de reporte ao SNIS/SINISA, mais do que uma trajetória de melhoria consolidada. A perda de água, embora tenha recuado para 30,2% em 2024 (queda de 25,7% em relação à série), ainda supera a mediana nacional (29,1%) e o valor de Goiás (25,3%), indicando ineficiência na distribuição que pressiona a sustentabilidade do sistema.

No manejo de resíduos e esgotamento, os indicadores são preocupantes. Em 2022, apenas 73,6% dos domicílios tinham coleta de lixo, abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante do padrão goiano (89,7%). Mais crítico é o destino inadequado de resíduos domiciliares, que atinge 22,4% dos domicílios — bem acima da mediana do país (14,9%) e da UF (5,5%), colocando o município no percentil 64, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa deficiência de destinação adequada tem relação direta com o aumento de 37,8% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, que somaram 9.969 tCO₂e em 2024, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e). O município conta com apenas 1 unidade de destinação registrada (2024), igual à mediana nacional, mas muito inferior às 7 unidades médias do estado.

O perfil de emissões totais de GEE reforça o desafio ambiental: 496.029 tCO₂e em 2024, valor 3,6 vezes superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Cocalzinho no percentil 80 — entre os municípios mais emissores do país, ainda que muito distante da magnitude estadual. As emissões de energia cresceram 57,2% na série (58.145 tCO₂e em 2024), também acima da mediana nacional, indicando expansão do consumo energético sem contrapartida clara em eficiência ou saneamento. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (dados de 2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes, mas não deve ser interpretado como ausência de vulnerabilidade climática.

Em síntese, o município combina insuficiência e instabilidade no abastecimento de água, deficiência estrutural na destinação de resíduos e emissões de GEE desproporcionalmente altas frente ao porte populacional, sinalizando a necessidade de investimentos coordenados em infraestrutura de saneamento e gestão de resíduos como eixo prioritário para redução de impactos ambientais e melhoria da qualidade de vida da população.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

66.8%

2024

41
80.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.2%

2024

47
25.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

73.6%

2022

45
3.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.4%

2022

36
7.4% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

496.029 tCO₂e

2024

20
8.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.969 tCO₂e

2024

34
37.8% no período

Emissões de energia

SEEG

58.145 tCO₂e

2024

27
57.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.