CocosBA

19.817 habitantes · IBGE 2908101

IA

Resumo socioambiental

Cocos/BA apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com desempenho positivo em abastecimento de água mas fragilidades marcantes em saneamento de esgoto e em emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (76,5%, 2022) e a média estadual (80,7%). Contudo, a perda de água de 30,3% (2021) é ligeiramente superior à mediana do país (29,9%), indicando ineficiência na distribuição apesar da cobertura plena. Já a coleta de esgoto é o ponto mais crítico: apenas 52,3% dos domicílios são atendidos (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), posicionando o município no percentil 17. Consistentemente, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 43,4% dos domicílios, valor muito acima da mediana brasileira (14,9%) e da Bahia (17,1%), colocando Cocos no percentil 88 — entre os piores do país nesse quesito. Vale destacar a melhora histórica: a coleta cresceu +8,6% desde 2010, e o destino inadequado caiu -16,3% no mesmo período, sugerindo avanço gradual, ainda insuficiente.

Na frente climática, as emissões totais de GEE do município somaram 1.710.402 tCO₂e em 2024, com alta de +36,4% frente a 2010, ocupando o percentil 94 nacional — um patamar muito elevado mesmo considerando a série volátil (pico de 6,3 milhões de tCO₂e em 2023). As emissões de energia cresceram de forma expressiva, +1.239,3% desde 2010, atingindo 185.478 tCO₂e em 2024 e situando o município no percentil 89 nacional, reflexo provável de expansão de infraestrutura energética ou consumo de combustíveis fósseis. As emissões de resíduos também aumentaram +60,6% no período, chegando a 10.152 tCO₂e (2024, percentil 68), tendência coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e destino inadequado de dejetos, que tende a gerar mais emissões por decomposição não controlada.

Quanto a eventos hídricos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada foi de 6 registros no mesmo ano, acima da mediana nacional (0) e do padrão estadual (percentil 79), indicando maior vulnerabilidade à escassez hídrica. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e também da própria UF (3,281), sugerindo que o município tende a ficar em desvantagem relativa nesse quesito no médio prazo. Em síntese, Cocos combina uma rede de abastecimento de água exemplar com deficiências estruturais em esgotamento sanitário e uma trajetória preocupante de aumento de emissões, especialmente energéticas, que merecem atenção prioritária dos gestores locais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

53.6%

2024

24
46.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

50.0%

2024

17
65.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.3%

2022

17
8.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

43.4%

2022

12
16.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.710.402 tCO₂e

2024

6
36.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.152 tCO₂e

2024

33
60.6% no período

Emissões de energia

SEEG

185.478 tCO₂e

2024

11
1239.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.