CodóMA
118.295 habitantes · IBGE 2103307
Resumo socioambiental
Codó/MA apresenta avanço expressivo no abastecimento de água, mas quadro crítico em esgotamento sanitário e emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 95,5% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (59,6%), posicionando o município no percentil 79 — um salto de +84,8% desde 2009. Esse avanço, no entanto, é acompanhado por perda de água alarmante: 57,5% em 2022 (percentil 91, pior direção), indicando que parte relevante da água tratada e distribuída se perde antes de chegar ao consumidor, o que compromete a eficiência do sistema e eleva custos operacionais.
O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. A coleta estagnou em 13,4% (2021), muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo do estado (33,9%), colocando Codó no percentil 8. O tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2009, apesar de existir 1 ETE registrada em 2020 — ou seja, a estação não opera efetivamente ou não trata volume relevante. Coerente com isso, o destino inadequado de dejetos em domicílios chega a 26,9% (2022), acima da mediana nacional (14,9%), embora tenha melhorado em relação a 2010 (37,1%). A combinação de baixa coleta, tratamento nulo e alta perda de água hídrica revela um sistema de saneamento desequilibrado, com investimentos concentrados no abastecimento em detrimento do esgotamento sanitário.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 3.579.791 tCO₂e em 2024, com alta de +86,4% desde 2010, situando o município no percentil 98 nacional — um patamar muito elevado mesmo considerando o porte populacional. As emissões de resíduos (62.775 tCO₂e, percentil 95) e de energia (135.600 tCO₂e, percentil 85) também superam largamente as medianas nacionais, refletindo tanto o crescimento urbano quanto a ausência de tratamento adequado de resíduos e esgoto, que tende a intensificar emissões de metano.
Por fim, os registros de eventos extremos (1 cheia e 5 secas em 2016) situam Codó no percentil 76 nacional, indicando exposição a variabilidade hídrica relevante frente à média do país. A geração de energia por biomassa permanece estagnada em 1 MW desde 2010, abaixo da mediana nacional (5 MW), sugerindo baixo aproveitamento de fontes renováveis locais. Em síntese, o município avançou no acesso à água, mas precisa priorizar investimentos em coleta e tratamento de esgoto e em eficiência hídrica, dado o duplo desafio de saneamento precário e alta pegada de emissões.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
75.2%
2023
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
9.5%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
60.5%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
65.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
26.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
3.579.791 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
62.775 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
135.600 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
