CoimbraMG
7.285 habitantes · IBGE 3116704
Resumo socioambiental
Coimbra/MG apresenta um quadro de saneamento básico preocupante, com destaque negativo para o tratamento de esgoto, que praticamente inexiste: apenas 0,1% em 2022, muito abaixo da mediana nacional de 37,7% e da média mineira de 44,5% (percentil 25). A cobertura de água também é frágil, com 70,2% em 2022 — abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (84,3%, percentil 42) — e em trajetória de queda acumulada de -15,7% desde 2008, quando chegava a superar 85%. A coleta de esgoto, embora relativamente alta em 92,9% (2020), também recuou frente aos patamares próximos de 100% observados entre 2013 e 2016, indicando deterioração da infraestrutura sem contrapartida em tratamento efetivo.
A perda de água na distribuição, de 31,2% em 2022, ficou acima da mediana nacional (29,9%) mas abaixo da média de Minas Gerais (35,0%), configurando um desempenho intermediário (percentil 53) que ainda representa desperdício significativo de recursos hídricos tratados — problema agravado pela baixa cobertura de tratamento de esgoto, que compromete a qualidade dos corpos d'água receptores. Por outro lado, o município mostra avanço relevante na gestão de resíduos sólidos domiciliares: a coleta atingiu 86,7% dos domicílios em 2022 (percentil 70, acima da mediana nacional de 76,9%), enquanto o destino inadequado caiu de 16,9% para 4,4% entre 2010 e 2022, redução de 74% — resultado que contrasta com a estagnação do saneamento hídrico.
No campo das emissões, Coimbra ocupa posição relativamente favorável no cenário nacional: as emissões totais de GEE somaram 45.916 tCO₂e em 2024 (percentil 19, bem abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), assim como as emissões de energia (11.166 tCO₂e, percentil 38) e de resíduos (4.841 tCO₂e, percentil 41). Contudo, a tendência é de crescimento: as emissões totais subiram 15,6% desde 2010, as de energia 38,8% e as de resíduos 32,3%, esta última coerente com o aumento da coleta domiciliar, que gera mais decomposição em aterros ou lixões sem tratamento adequado. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, o que limita a análise de riscos hidroclimáticos recentes. Em síntese, o principal desafio de Coimbra é o descompasso entre a boa cobertura de coleta (água e resíduos) e a ausência quase total de tratamento de esgoto, o que exige investimento prioritário em estações de tratamento para reverter riscos sanitários e ambientais crescentes.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
70.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
80.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
32.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
45.916 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.841 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.166 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
