Coité do NóiaAL

11.036 habitantes · IBGE 2702009

IA

Resumo socioambiental

Coité do Nóia/AL apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 20,7% em 2022, resultado de queda de -26,6% desde 2008, enquanto a mediana nacional é de 76,5% e a alagoana de 76,9% — o município está no percentil 3, ou seja, entre os piores do país. A situação se agrava pela perda de água de 80,9% (2022), quase o triplo da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,9%), colocando o município no percentil 99: praticamente todo o pouco volume distribuído se perde na rede, um problema estrutural que compromete qualquer investimento futuro em ampliação de cobertura.

O saneamento de esgoto e resíduos também é preocupante. A coleta domiciliar de lixo chega a apenas 45,8% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil 11, ainda que tenha avançado 32,9% desde 2010. Em contrapartida, o destino inadequado de dejetos atinge 54,0% dos domicílios, mais de três vezes a mediana nacional (14,9%), posicionando o município no percentil 95 — apesar da melhora de -17,7% em relação a 2010. Essa combinação de baixa coleta e destinação inadequada eleva os riscos sanitários e ambientais, mas ainda assim as emissões de resíduos em 2024 (3.557 tCO₂e) ficaram abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 31, sugerindo que o problema é mais de gestão e infraestrutura do que de escala de geração.

O perfil de emissões de GEE revela tendência de deterioração recente: o total saltou de 16.456 tCO₂e (2019) para 68.028 tCO₂e em 2024, alta de 142,7% na década, impulsionada principalmente pelo setor de energia, que cresceu 185,8% no período e mais que dobrou apenas entre 2022 e 2024. Ainda assim, o município permanece no percentil 29 nacional, abaixo da mediana (138.513 tCO₂e). Quanto a eventos climáticos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada de 12 registros no mesmo ano colocou o município no percentil 90, indicando vulnerabilidade hídrica que reforça a urgência de resolver as perdas na rede de abastecimento.

Em síntese, Coité do Nóia enfrenta um cenário de infraestrutura sanitária deficitária — baixíssima cobertura de água com altíssima perda, coleta de resíduos insuficiente e esgotamento inadequado predominante — combinado a uma trajetória recente de aumento expressivo das emissões de energia. A prioridade de gestão deve recair sobre a redução das perdas hídricas e a expansão da rede de coleta, condições estruturais para qualquer avanço sustentável nos demais indicadores.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

14.6%

2024

2
48.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

83.8%

2024

2
8.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.8%

2022

11
32.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

54.0%

2022

5
17.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

68.028 tCO₂e

2024

71
142.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.557 tCO₂e

2024

69
2.1% no período

Emissões de energia

SEEG

10.418 tCO₂e

2024

63
185.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.