Colinas do SulGO
4.153 habitantes · IBGE 5205521
Resumo socioambiental
Colinas do Sul apresenta um quadro socioambiental misto, com retrocesso no saneamento básico e avanço relevante nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu de 74,7% (2012) para 71,7% (2020), ficando abaixo da mediana nacional de 76,5% (2022) e distante do patamar estadual de 89,1%. Em contraste, a perda de água no sistema de distribuição foi zerada em 2020 (0,0%), uma queda expressiva frente aos 20,8% de 2012 e muito abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média goiana (27,8%), sinalizando eficiência operacional na rede, ainda que a cobertura total do serviço permaneça limitada.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. A coleta de esgoto atende apenas 68,5% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e bem distante do patamar estadual (89,7%), posicionando o município no percentil 37. Paralelamente, o destino inadequado de dejetos atinge 26,0% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do padrão de Goiás (5,5%), colocando Colinas do Sul no percentil 69 — ou seja, entre os municípios com pior desempenho relativo no país. Essa lacuna em saneamento é coerente com o comportamento das emissões de resíduos, que se mantiveram estáveis em patamar baixo (1.786 tCO₂e em 2024, variação de +4,6% desde 2010), mas ainda assim indicam que o problema é mais de infraestrutura de coleta e destinação do que de geração de resíduos por si.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram drasticamente, de 345.320 tCO₂e (2010) para 54.067 tCO₂e (2024), uma redução de 84,3% no período, com valor final próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 23 — indicando desempenho relativamente favorável frente aos demais municípios do país. Chama atenção, porém, o crescimento acelerado das emissões de energia, que passaram de 4.333 tCO₂e (2010) para 12.327 tCO₂e (2024), alta de 184,5%, sugerindo maior consumo energético municipal que merece monitoramento, ainda que o valor absoluto permaneça abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA para o município em 2016, o que não permite inferir vulnerabilidade hidrológica a partir desses indicadores. Em síntese, os desafios prioritários de Colinas do Sul concentram-se no saneamento básico — especialmente na ampliação da coleta de esgoto e na redução da destinação inadequada de dejetos —, enquanto a trajetória de emissões de GEE mostra resultado positivo, exigindo atenção ao crescimento do componente energético para sustentar esse ganho ambiental.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
71.7%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
0.0%
2020
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
68.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
26.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
54.067 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.786 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.327 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
