Colinas do TocantinsTO

35.957 habitantes · IBGE 1705508

IA

Resumo socioambiental

Colinas do Tocantins apresenta saneamento básico consolidado e acima da média nacional, mas enfrenta trajetória preocupante de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 96,0% em 2022, bem superior à mediana nacional de 76,5% (percentil 80), e a coleta de esgoto chegou a 100,0% em 2021, superando tanto a mediana do país (87,8%) quanto a média do Tocantins (67,1%), colocando o município no percentil 100 do ranking nacional. O tratamento de esgoto também evoluiu de forma expressiva, saltando de patamares abaixo de 40% até 2016 para 79,5% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (37,7%). Essa evolução é coerente com a redução das perdas de água na distribuição, que caíram de 31,4% em 2021 para 21,7% em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (34,3%).

No manejo de resíduos sólidos, o município também se destaca positivamente: 95,6% dos domicílios têm coleta regular (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e apenas 3,7% possuem destino inadequado de resíduos, valor bem inferior à mediana nacional e estadual (14,9% em ambos os casos). Esse desempenho em saneamento, contudo, contrasta com apenas 1 ETE em operação (2020), no limite da mediana nacional, o que sugere baixa margem de capacidade adicional caso a demanda cresça.

O principal ponto de atenção é a trajetória de emissões de GEE, que somaram 741.600 tCO₂e em 2024, um crescimento de 52,9% desde 2010, posicionando o município no percentil 86 nacional — muito acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). O componente mais crítico é energia, com alta de 358,2% no período e 385.504 tCO₂e em 2024 (percentil 95), refletindo provável expansão do consumo energético local. As emissões de resíduos, embora percentualmente menores na composição total, também cresceram 37,1% desde 2010, atingindo 24.475 tCO₂e em 2024 (percentil 86), indicando que os ganhos em coleta e destinação adequada de resíduos não têm sido acompanhados por redução proporcional nas emissões associadas a esse setor.

Por fim, o investimento público registrado via PNCP foi de apenas R$ 1,2 milhão em 2026, estagnado (variação de 0,0%) e abaixo da mediana nacional de municípios (R$ 3,1 milhões), no percentil 37. Esse nível modesto de investimento contrasta com os avanços históricos em saneamento, sugerindo que os ganhos anteriores podem ter sido fruto de ciclos de investimento passados, e que a manutenção da infraestrutura e o enfrentamento do crescimento das emissões exigirão aporte de recursos mais consistente nos próximos anos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

96.5%

2024

88
9.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

88.8%

2024

81
308.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

76.4%

2024

82
568.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.1%

2024

78
14.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.6%

2022

92
2.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.7%

2022

81
42.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

741.600 tCO₂e

2024

14
52.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

24.475 tCO₂e

2024

14
37.1% no período

Emissões de energia

SEEG

385.504 tCO₂e

2024

5
358.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 1.2 mi

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.