ColoradoRS

3.319 habitantes · IBGE 4305603

IA

Resumo socioambiental

Colorado/RS apresenta indicadores de saneamento básico significativamente abaixo dos padrões nacional e estadual. A cobertura de água atingiu 48,3% em 2024, patamar inferior à mediana brasileira (73,2%) e muito distante do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 19 do país. A série histórica mostra estagnação: o índice oscila entre 48% e 53% desde 2010, sem tendência de melhora estrutural. A perda de água, por sua vez, chegou a 32,3% em 2024, acima da mediana nacional (29,1%), embora abaixo do valor do estado (39,4%); a variação recente de -5,2% sugere leve avanço operacional, mas o indicador segue instável ao longo da série, com picos superiores a 37% em 2023.

O quadro de esgotamento sanitário reforça a fragilidade do saneamento local. A cobertura de coleta domiciliar caiu de 79,5% em 2010 para 52,2% em 2022, uma retração de 34,4% no período, e hoje está bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e do Rio Grande do Sul (82,7%), classificando o município no percentil 17. Por outro lado, o destino inadequado de dejetos também recuou, de 20,5% para 12,2% no mesmo intervalo, indicando alguma melhoria na destinação final apesar da queda na cobertura formal de coleta — um contraste que sugere mudança na forma de tratamento domiciliar, não necessariamente ligada à rede pública.

Em relação às emissões de gases de efeito estufa, o total municipal foi de 86.956 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com percentil 36. O setor de energia é o que mais preocupa: as emissões saltaram de 6.324 tCO₂e em 2010 para 25.792 tCO₂e em 2024, alta de 307,8%, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e colocando o município no percentil 56 — um crescimento expressivo que merece atenção em políticas de eficiência energética. As emissões de resíduos, embora tenham crescido 55,8% na década (de 749 para 1.167 tCO₂e), permanecem muito abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 3, o que é coerente com a redução observada no destino inadequado de dejetos.

Por fim, os registros de eventos extremos de 2016 mostram 3 ocorrências de cheia e 3 de seca, ambos acima da mediana nacional (0 em ambos os casos), posicionando o município nos percentis 93 e 68, respectivamente — indicando maior exposição a eventos hidroclimáticos do que a média do país. Combinados, os dados apontam para um município com desafios estruturais de saneamento, crescimento expressivo de emissões energéticas e vulnerabilidade a eventos climáticos extremos, exigindo prioridade em investimentos de infraestrutura hídrica e monitoramento ambiental contínuo.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

48.3%

2024

19
0.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.3%

2024

42
5.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.2%

2022

17
34.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.2%

2022

56
40.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

86.956 tCO₂e

2024

64
8.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.167 tCO₂e

2024

97
55.8% no período

Emissões de energia

SEEG

25.792 tCO₂e

2024

44
307.8% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.