Conceição da BarraES
28.953 habitantes · IBGE 3201605
Resumo socioambiental
Conceição da Barra apresenta um quadro de saneamento básico crítico, especialmente no componente de esgotamento sanitário, contrastando com um investimento público municipal relativamente robusto. Em 2026, o município registrou aporte de R$ 14,1 milhões, posicionando-se no percentil 79 nacional — muito acima da mediana do Brasil (R$ 3,1 mi) —, o que sinaliza capacidade financeira disponível para enfrentar as lacunas identificadas, ainda que a variação nula (+0,0%) indique estagnação recente desse esforço.
O maior alerta está na coleta de esgoto: apenas 2,2% dos domicílios são atendidos (2021), posicionando o município no percentil 2 nacional, muito distante da mediana do Brasil (87,8%) e da própria média estadual (69,8%). O tratamento de esgoto, embora tenha crescido 88,9% desde 2012, chega a apenas 4,4% (2022), também abaixo da mediana nacional (37,7%). A existência de 2 ETEs no município (2020, percentil 89) sugere infraestrutura instalada subutilizada, o que reforça a hipótese de que o problema esteja concentrado na rede coletora, não na capacidade de tratamento. Esse déficit de esgotamento tem relação direta com a fração de domicílios com destino inadequado de resíduos, ainda em 12,6% (2022), apesar da melhora de 22% desde 2010.
O abastecimento de água mostra trajetória mais favorável: cobertura de 82,9% em 2022, com alta de 7,6 pontos no último ano e aproximação à média estadual (83,5%, percentil 60), mesmo com histórico de oscilações desde 2008. As perdas de água caíram para 22,8% em 2022 (redução de 10,9%), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,0%), indicando ganhos operacionais recentes no sistema de distribuição.
No eixo climático, as emissões totais de GEE recuaram para 410.638 tCO₂e em 2024 (-42,6% em relação ao pico da série), impulsionadas pela queda nas emissões de energia (-36,3%), mas o município permanece no percentil 77 nacional, refletindo peso proporcionalmente alto frente à mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). Chama atenção o aumento de 23,8% nas emissões de resíduos, que atingiram 15.247 tCO₂e (2024, percentil 78) — trajetória que dialoga diretamente com a baixíssima cobertura de esgoto e tratamento, sugerindo que a gestão de resíduos e efluentes segue como o principal desafio ambiental do município, mesmo diante de disponibilidade orçamentária acima da média nacional.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
2.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
4.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
29.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
85.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
12.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
33 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
410.638 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
15.247 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
305.904 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 14.1 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
