Conceição das AlagoasMG
29.949 habitantes · IBGE 3117306
Resumo socioambiental
Conceição das Alagoas apresenta saneamento básico consolidado e acima da média nacional. A cobertura de água atingiu 96,9% em 2024, muito superior à mediana brasileira (73,2%) e à média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 89 do país. A coleta de esgoto, embora tenha recuado de 99,5% (2021) para 90,2% em 2024, ainda supera com folga a mediana nacional (59,9%) e o percentil estadual (78,2%). O destaque mais expressivo é o tratamento de esgoto, que saltou de patamar nulo por mais de uma década para 100,0% em 2024, colocando o município no percentil 100 nacional — um salto de gestão que merece ser sustentado e monitorado quanto à qualidade operacional da estação.
A eficiência operacional do sistema de água também evoluiu de forma notável: a perda de água caiu de 37,3% (2022) para apenas 3,5% em 2024, uma redução de 92,5% no indicador e um resultado muito melhor que a mediana nacional (29,1%) e a mineira (35,8%), situando o município no percentil 1 (entre os menores índices de perda do país). Esse ganho de eficiência, somado ao avanço no tratamento de esgoto, sugere investimentos recentes e relevantes em infraestrutura sanitária, refletidos também na redução de domicílios com destino inadequado de resíduos, que caiu de 8,7% (2010) para 4,5% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do percentil mineiro (7,4%).
Por outro lado, o quadro de emissões é preocupante e contrasta com os avanços sanitários. As emissões totais de GEE alcançaram 1.026.419 tCO₂e em 2024, crescimento de 26,9% desde 2010, situando o município no percentil 90 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). O setor de energia foi o principal vetor desse aumento, com alta de 54,0% no período, atingindo 318.648 tCO₂e (percentil 93), provavelmente associado à matriz elétrica local, que conta com 190 MW de potência hidráulica e 55 MW de biomassa, ambos estáveis desde 2010 e bem acima das medianas nacionais. As emissões de resíduos também cresceram (29,2%, para 14.687 tCO₂e), acompanhando o aumento populacional e de consumo, e ficando no percentil 77 nacional — um dado que reforça a necessidade de ampliar a capacidade de destinação adequada, ainda limitada a apenas 1 unidade cadastrada no CTF-APP (2023), igual à mediana nacional, mas muito aquém das 135 unidades médias do estado.
Em síntese, o município evidencia um padrão dual: infraestrutura de saneamento em trajetória de excelência, com ganhos recentes expressivos em tratamento de esgoto e redução de perdas hídricas, contrastando com uma matriz de emissões crescente e concentrada no setor energético, que demanda atenção estratégica para equilibrar o desenvolvimento econômico local com metas de mitigação climática.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
90.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
3.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
245 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
190 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.026.419 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
14.687 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
318.648 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
