CondadoPB
6.624 habitantes · IBGE 2504504
Resumo socioambiental
Condado/PB apresenta quadro preocupante em saneamento básico, com retrocessos recentes que merecem atenção prioritária dos gestores. A cobertura de água caiu para 62,4% em 2024, uma queda expressiva de -18,5% em relação ao início da série, revertendo o patamar de mais de 96% observado entre 2020 e 2022. O município está abaixo da mediana nacional (73,2%) e no percentil 35, embora ainda supere a média estadual (59,5%). Já a perda de água, em 24,1% (2024), melhorou consideravelmente frente ao pico de 57,4% em 2011, ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (41,7%) — um ponto positivo que contrasta com a deterioração da cobertura.
O esgotamento sanitário é o indicador mais crítico: a coleta de esgoto está estagnada em 34,4% desde 2014 (dado mais recente disponível), bem abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (55,9%), e o tratamento de esgoto é nulo (0,0%) desde ao menos 2013, enquanto o Brasil trata em mediana 33,3% e a UF 47,7%. Essa ausência total de tratamento é coerente com o percentual de destino inadequado de resíduos domiciliares, que embora tenha caído de 32,2% para 25,0% entre 2010 e 2022, ainda posiciona o município no percentil 67 (pior que a maioria), acima da mediana nacional (14,9%) e estadual (15,4%). A coleta de resíduos domiciliares, em 74,8% (2022), está próxima da mediana nacional (76,9%), mas o problema estrutural do destino final permanece.
Do ponto de vista de emissões, o município tem desempenho relativamente favorável em termos comparativos: as emissões totais de GEE somaram 26.853 tCO₂e em 2024, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Condado no percentil 10. Contudo, houve alta de +23,5% frente a 2010, com pico de 50.350 tCO₂e em 2022. As emissões de energia caíram -39,5% no período, refletindo possível eletrificação da matriz local, favorecida pela capacidade instalada de energia solar de 27 MW, estável desde 2018 e no percentil 84 nacional — um ativo relevante para a transição energética municipal. Em contrapartida, as emissões de resíduos cresceram +47,2%, atingindo 3.236 tCO₂e em 2024, tendência que se conecta diretamente à ausência de tratamento de esgoto e à gestão inadequada de destinação de resíduos sólidos, sinalizando que os ganhos em energia limpa não compensam as pressões crescentes do setor de resíduos.
Em síntese, Condado/PB combina uma matriz energética comparativamente limpa com uma infraestrutura de saneamento em declínio ou estagnação, especialmente na cobertura de água (queda recente) e no tratamento de esgoto (inexistente há mais de uma década). A recomendação para gestores é priorizar investimentos em ampliação e recuperação da rede de água, além de implantar sistema de tratamento de esgoto, dado que a ausência desses serviços tende a agravar tanto indicadores sociais quanto as emissões associadas a resíduos e efluentes não tratados.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
62.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
34.4%
2014
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2014
Perda de água
SNIS/SINISA
24.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
74.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
27 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
27 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
27 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
26.853 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.236 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.440 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
10
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
