CondeBA

24.434 habitantes · IBGE 2908606

IA

Resumo socioambiental

Conde/BA apresenta quadro de saneamento básico abaixo dos padrões nacionais e em trajetória de deterioração em componentes-chave. A cobertura de água atingiu 59,3% em 2022, com queda de -21,0% desde a série histórica, posicionando o município no percentil 29 nacional — bem distante da mediana do Brasil (76,5%) e da própria Bahia (80,7%). A coleta de esgoto também recuou, chegando a 42,9% em 2021 (variação de -7,7%), menos da metade da mediana nacional (87,8%) e abaixo do patamar estadual (63,0%). Em contraponto, o tratamento de esgoto evoluiu +32,9% até 35,8% em 2022, aproximando-se da mediana nacional (37,7%), embora ainda distante da UF (53,1%). A perda de água, por sua vez, é indicador que preocupa: 32,8% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%), sinalizando ineficiência na distribuição que pressiona a cobertura já baixa.

No recorte domiciliar, a coleta de resíduos atingiu 68,7% em 2022 (percentil 37), enquanto o destino inadequado de domicílios, apesar de forte melhora (-42,4% desde 2010), ainda registra 23,8%, acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%). Essa combinação — baixa cobertura de esgoto e destino inadequado de resíduos ainda elevado — ajuda a explicar por que as emissões de resíduos do município cresceram +44,5% entre 2010 e 2024, alcançando 8.989 tCO₂e, valor superior à mediana nacional (5.787 tCO₂e) e no percentil 65.

As emissões totais de GEE somaram 308.882 tCO₂e em 2024, com leve recuo de -1,8% no último ano, mas ainda no percentil 71 nacional, evidenciando volume expressivo mesmo com forte oscilação histórica (picos acima de 700 mil tCO₂e em 2013 e 2021). As emissões de energia cresceram +75,0% no período, para 21.004 tCO₂e, já superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e), tendência que merece monitoramento conjunto com a expansão de infraestrutura urbana.

Quanto a riscos hídricos, os registros disponíveis (2016) indicam 2 eventos de cheia e 1 de seca, ambos com incidência inferior à média estadual, mas o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e também da média da Bahia (3,281), sinalizando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em água e esgotamento sanitário para reverter as perdas de cobertura observadas na última década.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.9%

2024

44
11.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

25.9%

2024

20
44.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

32.4%

2024

49
20.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.1%

2024

41
38.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.7%

2022

37
17.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.8%

2022

34
42.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

308.882 tCO₂e

2024

29
1.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.989 tCO₂e

2024

37
44.5% no período

Emissões de energia

SEEG

21.004 tCO₂e

2024

48
75.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.