CondorRS

6.539 habitantes · IBGE 4305702

IA

Resumo socioambiental

Condor/RS apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços no manejo de resíduos sólidos e fragilidades importantes em saneamento de água. A cobertura de água atingiu 65,0% em 2022, após anos de estagnação em 61,6% entre 2016 e 2021, mas ainda está bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 36. Mais preocupante é a perda de água, que saltou de 24,9% em 2008 para 41,0% em 2022 — variação de +64,6% no período —, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a estadual (36,5%) e colocando o município no percentil 73, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação de baixa cobertura com alta perda sugere ineficiência operacional na rede de distribuição, que pode estar limitando a expansão do atendimento à população.

Em contrapartida, a gestão de resíduos domiciliares mostrou melhora expressiva: a coleta alcançou 83,8% dos domicílios em 2022 (acima da mediana nacional de 76,9% e da média estadual de 82,7%), enquanto o destino inadequado caiu de 20,1% para 10,3% no mesmo período — redução de 48,6%. Ainda assim, esse indicador permanece acima do padrão gaúcho (4,5%), indicando espaço para avanço. Essa melhora na destinação, contudo, não se refletiu nas emissões de resíduos, que cresceram 74,6% entre 2010 e 2024, chegando a 5.649 tCO₂e — abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta constante, o que merece atenção futura.

No balanço climático geral, as emissões totais de GEE do município somaram 113.111 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com oscilações ao longo da série sem tendência clara de crescimento estrutural. As emissões de energia, no entanto, cresceram 81,6% desde 2010, atingindo 22.418 tCO₂e e superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e), acompanhando o aumento marginal da potência hidráulica instalada (de 1 MW para 2 MW), ainda muito aquém da média estadual. Os registros de eventos hidrológicos extremos de 2016 — 2 cheias e 4 secas — situam o município em percentis elevados (87 e 72, respectivamente) frente ao Brasil, reforçando a necessidade de monitorar a vulnerabilidade hídrica local, especialmente diante das perdas elevadas no sistema de abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.7%

2024

37
0.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.2%

2024

30
9.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.8%

2022

64
4.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.3%

2022

60
48.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

30
90.4% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

113.111 tCO₂e

2024

56
7.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.649 tCO₂e

2024

53
74.6% no período

Emissões de energia

SEEG

22.418 tCO₂e

2024

46
81.6% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.