CongoPB

5.102 habitantes · IBGE 2504702

IA

Resumo socioambiental

Congo/PB apresenta um quadro sanitário misto, com fragilidade estrutural nos dados de esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 86,6% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (77,2%), posicionando o município no percentil 65, embora tenha recuado 6,5% desde o pico da série histórica. A perda de água, por sua vez, caiu para 34,0% em 2022 — melhora expressiva frente aos 63,1% de 2020 — mas ainda supera a mediana nacional (29,9%), embora fique próxima à média estadual (37,3%). Já a coleta de esgoto registra dado zerado em 2013, com ausência de atualização posterior, o que impede avaliação atual confiável e indica possível descontinuidade no reporte ao SNIS/SINISA; o último tratamento de esgoto informado, de 75,6% (2013), estava bem acima das medianas nacional e estadual da época, sugerindo que o sistema, quando operante, era eficiente.

Do ponto de vista habitacional, o Censo 2022 mostra que apenas 72,0% dos domicílios têm coleta de resíduos, abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,6%), com percentil 42. O destino inadequado de resíduos ainda atinge 26,6% dos domicílios — quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e estadual (15,4%), colocando o município no percentil 69 (pior que a maioria). Apesar da redução de 26,7% desde 2010, esse indicador revela um gargalo na gestão de resíduos sólidos que contrasta com os avanços observados no abastecimento de água, sugerindo que os investimentos municipais têm priorizado o sistema hídrico em detrimento da destinação final de resíduos.

Nas emissões de GEE, o município soma 34.060 tCO₂e em 2024, valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 14 — indicando pegada de carbono comparativamente baixa. Contudo, a trajetória é preocupante: após pico de 119.967 tCO₂e em 2018, houve queda constante, mas as emissões de energia saltaram 225,8% desde 2010, chegando a 9.168 tCO₂e em 2024, e as de resíduos cresceram 25,6%, atingindo 1.994 tCO₂e — coerente com a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada de resíduos domiciliares.

Quanto a eventos climáticos extremos, os registros de 2016 apontam 2 ocorrências de cheia e 17 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), com percentis elevados (87 e 97, respectivamente), evidenciando vulnerabilidade hidroclimática do município — fator que reforça a importância de sustentar os ganhos recentes na redução de perdas de água e de retomar o monitoramento do esgotamento sanitário como prioridade de gestão.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.6%

2022

65
6.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2013

100.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

75.6%

2013

1.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.0%

2022

40
47.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.0%

2022

42
13.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.6%

2022

31
26.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

34.060 tCO₂e

2024

86
88.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.994 tCO₂e

2024

88
25.6% no período

Emissões de energia

SEEG

9.168 tCO₂e

2024

66
225.8% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

17

2016

3
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.