CongonhasMG
54.986 habitantes · IBGE 3118007
Resumo socioambiental
Congonhas/MG apresenta quadro socioambiental misto, com bons indicadores em resíduos sólidos domiciliares contrastando com deficiências estruturais em saneamento e um agravamento expressivo nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 84,7% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima à média mineira (84,3%), mas ainda 12,5% abaixo do patamar histórico do município (96,8% em 2008), refletindo queda ocorrida a partir de 2015. A coleta de esgoto, por sua vez, é o ponto mais crítico: 65,8% em 2021, bem abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%), colocando o município no percentil 34. Mais grave ainda é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2008, enquanto a mediana nacional é de 37,7% — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que representa passivo ambiental relevante e desalinhado com metas de saneamento básico.
Em contrapartida, a gestão de resíduos domiciliares é destaque positivo: 95,9% de domicílios com coleta (percentil 93 nacional) e apenas 0,8% com destinação inadequada (percentil 6, ou seja, entre os melhores do país), com queda de 65,6% desde 2010. A perda de água na distribuição, em 29,5% (2022), está no patamar mediano nacional (29,9%) e melhor que a UF (35,0%), mas ainda indica margem de eficiência a explorar, especialmente diante da necessidade de universalizar tratamento de esgoto sem comprometer a oferta hídrica.
O dado mais preocupante do dossiê é o salto nas emissões de GEE, que atingiram 1.884.166 tCO₂e em 2024, alta de 164,6% em relação a 2010 e muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 95. O setor de energia é o principal responsável, com 1.799.188 tCO₂e (percentil 99, variação de +207,7%), sugerindo forte influência de atividades industriais ou geração intensiva em carbono. As emissões de resíduos também cresceram 34,1% desde 2010, chegando a 25.720 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que reforça a relação entre a ausência de tratamento de esgoto, a geração de resíduos e o aumento das emissões setoriais.
Quanto a eventos hídricos, registraram-se 3 ocorrências de cheia em 2016 (percentil 93, indicando maior exposição que a maioria dos municípios), sem registros de seca no mesmo ano. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e da UF (3,694), sinalizando necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento para reduzir riscos futuros. Em síntese, Congonhas combina gestão eficiente de resíduos sólidos com lacunas graves em tratamento de esgoto e uma trajetória preocupante de emissões, que demandam ação prioritária dos gestores locais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
85.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
67.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
28.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
3 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.884.166 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
25.720 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.799.188 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
