Conselheiro MairinckPR

3.486 habitantes · IBGE 4106100

IA

Resumo socioambiental

Conselheiro Mairinck apresenta indicadores de saneamento básico consistentemente superiores à média nacional. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, ante mediana nacional de 76,5% e valor estadual de 96,1% (percentil 90), com evolução expressiva de +58,3 pontos percentuais desde 2008. A coleta de esgoto também alcançou 100,0% em 2021, superando a mediana do Brasil (87,8%) e do Paraná (89,9%), colocando o município no percentil 100 da distribuição nacional. O tratamento de esgoto, embora tenha recuado ligeiramente nos últimos anos (de 89,5% em 2019 para 86,6% em 2022), ainda está muito acima da mediana nacional de 37,7% e do próprio estado (78,7%), posicionando o município no percentil 82.

A perda de água na distribuição, de 26,7% em 2022, é ligeiramente inferior à mediana nacional (29,9%) e ao valor estadual (29,6%), mas mostra oscilação relevante ao longo da série — chegou a 38,3% em 2014 e caiu para 22,1% em 2020 antes de subir novamente. Essa instabilidade operacional é um ponto de atenção, especialmente considerando que o município já opera com cobertura universal de água, o que exige eficiência na manutenção da infraestrutura para sustentar o serviço. Quanto aos domicílios com destino inadequado de resíduos, o índice caiu de 18,8% (2010) para 5,7% (2022), aproximando-se do valor estadual (5,6%) e ficando bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora a coleta domiciliar (85,8%) ainda tenha espaço para avançar frente ao Paraná (90,0%).

Do ponto de vista de emissões, o município registrou 89.746 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando-se no percentil 37. As emissões de resíduos, de 2.274 tCO₂e, cresceram 25,9% desde 2010, mas permanecem bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo positivamente a gestão de esgoto e coleta já mencionada. Já as emissões de energia mostraram o crescimento mais acentuado do dossiê (+66,4% desde 2010, atingindo 13.542 tCO₂e em 2024), ainda assim inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e), mas merecendo monitoramento pela trajetória ascendente.

Em síntese, Conselheiro Mairinck destaca-se nacionalmente pela universalização de água e esgoto e pelo controle de destino inadequado de resíduos, com reflexo direto em emissões de resíduos comparativamente baixas. Os principais desafios residem na estabilização das perdas de água, na reversão da leve queda no tratamento de esgoto e no acompanhamento do crescimento das emissões ligadas à energia, de modo a preservar o desempenho socioambiental acima da média observado até 2024.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

82.1%

2024

63
8.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

74.5%

2024

63
11.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

86.2%

2024

90
24.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.1%

2024

43
8.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.8%

2022

68
5.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.7%

2022

73
69.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

89.746 tCO₂e

2024

63
9.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.274 tCO₂e

2024

84
25.9% no período

Emissões de energia

SEEG

13.542 tCO₂e

2024

57
66.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.