Contendas do SincoráBA
4.490 habitantes · IBGE 2908804
Resumo socioambiental
Contendas do Sincorá/BA apresenta cobertura de água de 60,4% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 32. Chama atenção a trajetória irregular da série: após atingir 75,5% em 2018, houve queda abrupta para cerca de 49% entre 2020 e 2023, com recuperação parcial apenas em 2024. A perda de água, embora tenha caído de 33,1% (2010) para 21,9% (2024), ainda representa desperdício relevante, mas hoje está melhor que a mediana nacional (29,1%) e a média da UF (34,5%), no percentil 30 — ou seja, entre os municípios com menor perda relativa no país.
No saneamento, a coleta de resíduos domiciliares avançou de 50,8% para 62,9% entre 2010 e 2022, mas segue distante da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), com percentil 29. Como reflexo direto dessa lacuna, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 32,4% dos domicílios em 2022, patamar muito superior à mediana nacional (14,9%) e à média da UF (17,1%), colocando o município no percentil 77 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência estrutural ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 1.532 para 1.936 tCO₂e (+26,4%) no período, embora o volume absoluto permaneça bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 11.
As emissões totais de GEE mostram grande volatilidade, saindo de valores negativos (sequestro de carbono) entre 2010 e 2014 para 40.844 tCO₂e em 2024, alta de 515,9% no período, com pico de 100.075 tCO₂e em 2019. Apesar do salto, o município permanece muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 16, indicando que, mesmo com a reversão da vocação de sumidouro de carbono para fonte emissora, sua contribuição segue pequena em termos absolutos e relativos. As emissões de energia, inexistentes até 2015, alcançaram 4.449 tCO₂e em 2024, também abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em relação a eventos hidrológicos, não há registros de cheia (2016), enquanto a seca observada registrou 6 ocorrências no mesmo ano, valor pontual mas expressivo diante da mediana nacional nula, embora distante do total da UF (2.159). Combinados, os indicadores sugerem que o principal desafio do município está no saneamento básico — especialmente na universalização da coleta e destinação adequada de resíduos e na estabilização da cobertura de água —, enquanto o desempenho ambiental em emissões e perdas hídricas se mantém relativamente favorável frente aos parâmetros nacionais e estaduais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
60.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
21.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
62.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
32.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
40.844 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.936 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.449 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
