Coração de JesusMG

26.151 habitantes · IBGE 3118809

IA

Resumo socioambiental

Coração de Jesus/MG apresenta quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 41,0% em 2024, ante mediana nacional de 73,2% e 83,3% em Minas Gerais (percentil 13), com queda acumulada de -27,3% desde 2010 — o município já teve cobertura de 56,7% em 2012-2014 e regrediu significativamente a partir de 2015. A coleta de esgoto é ainda mais deficitária, com 22,8% em 2024 (percentil 17, mediana nacional 59,9%, UF 78,2%), também em trajetória de queda (-33,6% desde 2009). Chama atenção que, apesar da baixa coleta, o tratamento de esgoto alcançou 43,5% em 2024, superando a mediana nacional (33,3%) e ficando próximo da UF (44,6%), com percentil 57 — ou seja, o pouco esgoto coletado é tratado com relativa eficiência, mas a exclusão da maior parte da população da rede coletora compromete o impacto sanitário e ambiental dessa capacidade.

O indicador de destino inadequado de dejetos por domicílios reforça a gravidade do cenário: 52,7% em 2022, contra mediana nacional de 14,9% e UF de 7,4%, colocando o município no percentil 94 (entre os piores do país), embora com melhora relativa frente aos 69,4% de 2010. A coleta domiciliar de resíduos também é baixa (44,1% em 2022, percentil 10), evidenciando que tanto o esgotamento sanitário quanto a gestão de resíduos sólidos carecem de investimento estrutural. A perda de água na distribuição, de 27,5% em 2023, está discretamente abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), sinal de que a ineficiência do sistema de água não é o principal gargalo do município — o problema central é a baixa cobertura da rede.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 405.386 tCO₂e em 2024, com alta recente de 26,1% frente a 2023, situando o município no percentil 76 nacional — acima da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos (13.385 tCO₂e, percentil 74) guardam coerência com o quadro precário de saneamento e coleta, enquanto as emissões de energia (22.745 tCO₂e, percentil 54) cresceram 26,1% desde 2010, indicando pressão crescente desse setor. Os registros históricos de eventos extremos (4 cheias e 12 secas em 2016, percentis 96 e 90) reforçam a vulnerabilidade hídrica do território, tornando ainda mais urgente a recuperação da infraestrutura de água e esgoto.

Em síntese, Coração de Jesus enfrenta déficit estrutural de saneamento — especialmente em cobertura de água e coleta de esgoto — que se reflete no elevado percentual de destino inadequado de dejetos, mesmo com desempenho de tratamento acima da média nacional. A combinação desse cenário sanitário frágil com registros expressivos de emissões e eventos climáticos extremos aponta para a necessidade prioritária de investimento em expansão de redes de água e esgotamento sanitário, de modo a reverter a trajetória histórica de retrocesso observada desde 2015.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

41.0%

2024

13
27.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

22.8%

2024

17
33.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

43.5%

2024

57
19.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.5%

2023

10.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

44.1%

2022

10
44.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

52.7%

2022

6
24.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

405.386 tCO₂e

2024

24
13.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.385 tCO₂e

2024

26
3.5% no período

Emissões de energia

SEEG

22.745 tCO₂e

2024

46
26.1% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.