CordisburgoMG
7.592 habitantes · IBGE 3118908
Resumo socioambiental
Cordisburgo/MG apresenta em 2024 cobertura de água de 77,8%, com salto expressivo de +13,1 pontos percentuais em relação a 2023, superando a mediana nacional (73,2%) e situando o município no percentil 57, embora ainda abaixo do patamar mineiro (83,3%). Em contrapartida, a perda de água no sistema é de 40,0%, valor pior que a mediana nacional (29,1%) e também acima da média estadual (35,8%), colocando o município no percentil 72 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação é preocupante: o ganho de cobertura vem acompanhado de ineficiência crescente na distribuição, o que compromete a sustentabilidade do avanço e eleva custos operacionais.
No saneamento de esgoto, o quadro é misto. A coleta atingiu 46,1% em 2024, abaixo da mediana nacional (59,9%) e do valor estadual (78,2%), posicionando o município no percentil 37. Já o tratamento de esgoto chegou a 45,4%, superando tanto a mediana nacional (33,3%) quanto a média mineira (44,6%), com percentil 58 — um ponto positivo, indicando que o esgoto coletado é tratado com relativa eficiência, mesmo com baixa cobertura de coleta. Essa lacuna entre coleta e tratamento sugere que o principal gargalo está na expansão da rede coletora, não na capacidade de tratamento (apoiada por 1 ETE registrada em 2020). Do lado domiciliar, o Censo 2022 mostra que 30,5% dos domicílios ainda têm destino inadequado de esgoto, patamar bem superior à mediana nacional (14,9%) e à média de Minas Gerais (7,4%), apesar da melhora de -16,4% desde 2010.
Nas emissões de GEE, o município registrou 95.750 tCO₂e em 2024, com alta acentuada de +75,5% frente a 2023, revertendo a trajetória de queda observada entre 2018 e 2023. O valor permanece abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 39), mas o salto recente merece atenção, especialmente pelo componente energético, que triplicou (+205,3%) desde 2010 e chegou a 12.659 tCO₂e em 2024. As emissões de resíduos, por sua vez, mantêm-se estáveis em torno de 3.528 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que a gestão de resíduos não é o principal vetor de pressão climática do município — ao contrário do setor energético, que exige monitoramento mais próximo.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, o que limita a análise de risco hidroclimático recente. Em síntese, Cordisburgo avança em cobertura de água e tratamento de esgoto, mas enfrenta desafios estruturais em perdas de distribuição, ampliação da coleta de esgoto e controle das emissões energéticas, todos pontos que devem orientar prioridades de investimento público nos próximos ciclos de planejamento.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
46.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
45.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
40.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
69.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
30.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
95.750 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.528 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.659 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
