CordislândiaMG

3.247 habitantes · IBGE 3119005

IA

Resumo socioambiental

Cordislândia/MG apresenta em 2022 cobertura de água de 77,4%, próxima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média mineira (84,3%), com trajetória de queda desde 2009 (82,4%) seguida de recuperação recente. As perdas de água, de 13,6% em 2022, estão bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), colocando o município no percentil 12 — um dos melhores desempenhos do país nesse quesito —, embora a série mostre alta volatilidade histórica, com picos acima de 25% entre 2011 e 2017.

O saneamento apresenta um contraste relevante: a coleta de esgoto atinge 99,9% em 2021, muito acima da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%), mas o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2010, enquanto a mediana nacional já alcança 37,7% e a mineira 44,5%. Ou seja, o município coleta quase todo o esgoto gerado, mas não trata nada, o que representa um passivo ambiental relevante e uma oportunidade prioritária de investimento em infraestrutura de tratamento.

Na gestão de resíduos sólidos, o destino inadequado de domicílios caiu de 14,6% (2010) para 5,8% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), mas ainda acima da média mineira (7,4%). Esse avanço, no entanto, não se refletiu nas emissões de resíduos, que cresceram +30,5% desde 2010, atingindo 2.772 tCO₂e em 2024 — ainda assim inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e). O quadro de emissões totais de GEE é favorável: 35.228 tCO₂e em 2024, queda de 51% desde 2010, bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 14, entre os mais baixos emissores do país.

Em síntese, Cordislândia combina bom desempenho relativo em perdas de água, emissões totais e destinação de resíduos, mas enfrenta uma lacuna crítica no tratamento de esgoto, que compromete a qualidade ambiental apesar da alta cobertura de coleta. Os dados de eventos hidrológicos (cheia registrada em 2016, sem registros de seca) são pontuais e não permitem avaliação de tendência, mas indicam necessidade de monitoramento contínuo diante da vulnerabilidade climática regional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

74.3%

2024

52
7.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

99.9%

2021

0.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

15.4%

2024

86
9.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.3%

2022

76
4.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.8%

2022

73
60.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

35.228 tCO₂e

2024

86
51.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.772 tCO₂e

2024

78
30.5% no período

Emissões de energia

SEEG

2.631 tCO₂e

2024

90
2.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.