CoremasPB

15.005 habitantes · IBGE 2504801

IA

Resumo socioambiental

Coremas apresenta saneamento acima da média nacional, mas com sinal de estagnação nos dados mais recentes de água. A cobertura de água registrada foi de 92,9% (2006), bem superior à mediana nacional de 76,5% e à média da Paraíba (77,2%) em 2022 — porém a ausência de atualização da série (variação de 0,0% desde 2006) sugere desatualização do dado, não necessariamente estabilidade real do serviço. Já a coleta de domicílios evoluiu de 74,3% (2010) para 86,6% (2022), alta de +16,7%, superando a mediana nacional (76,9%) e a UF (79,6%), colocando o município no percentil 70. O destino inadequado de resíduos domiciliares caiu de 25,7% para 12,4% no mesmo período (-51,8%), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), o que indica avanço consistente na gestão de resíduos sólidos.

As emissões totais de GEE do município somaram 78.691 tCO₂e em 2024, com queda de -10,8% frente a 2010, mas a série mostra grande volatilidade, com pico de 129.855 tCO₂e em 2023. O valor de 2024 está abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Coremas no percentil 33 — ou seja, entre os municípios de menor emissão relativa. Chama atenção o comportamento oposto entre os setores: emissões de energia cresceram +149,0% desde 2010 (chegando a 12.543 tCO₂e em 2024), enquanto emissões de resíduos aumentaram de forma mais moderada, +20,3%, para 5.748 tCO₂e — coerente com a melhoria observada na destinação domiciliar, mas ainda acompanhando o crescimento populacional e de consumo energético.

Do lado positivo, a expansão da geração solar foi expressiva: de 27 MW (2018) para 189 MW (2024), variação de +600%, posicionando o município no percentil 93 nacional, muito acima da mediana (908 kW) — embora estabilizada desde 2022, sem novos incrementos nos últimos três anos. Esse potencial energético limpo contrasta com o aumento das emissões de energia no mesmo período, sugerindo que a matriz solar local pode não estar plenamente conectada ao consumo municipal ou que há uso concomitante de fontes emissoras.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos merecem atenção da gestão local: em 2016 foram registradas 4 ocorrências de cheia (percentil 96) e 12 de seca (percentil 90), ambos muito acima da mediana nacional (0 em ambos os casos), evidenciando vulnerabilidade climática significativa. Embora o dado seja pontual e não atualizado, ele reforça a importância de políticas de adaptação e monitoramento hídrico contínuo, especialmente considerando a região semiárida em que o município está inserido.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

98.7%

2024

0
0.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

86.6%

2022

70
16.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.4%

2022

55
51.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

189 MW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

189 MW

2024

93
600.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

189 MW

2024

93
600.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

78.691 tCO₂e

2024

67
10.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.748 tCO₂e

2024

53
20.3% no período

Emissões de energia

SEEG

12.543 tCO₂e

2024

59
149.0% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.