CoribeBA

14.464 habitantes · IBGE 2909109

IA

Resumo socioambiental

Coribe/BA apresenta quadro socioambiental misto, com avanços em abastecimento de água convivendo com deficiências graves em saneamento e um crescimento expressivo de emissões. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2018, acima da mediana nacional de 76,5% e do valor da Bahia (80,7%), com evolução de +16,6% desde 2008. Entretanto, a perda de água na distribuição, embora tenha caído -23,2% no período, ainda é de 43,1%, patamar superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (35,0%), indicando ineficiência operacional que compromete parte do ganho obtido na universalização do acesso.

O saneamento básico é o ponto mais crítico do município. Apenas 55,3% dos domicílios tinham coleta de lixo em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), posicionando Coribe no percentil 20 do país. Consequentemente, o destino inadequado de resíduos domiciliares chega a 33,9%, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à média estadual (17,1%), colocando o município no percentil 79 — entre os piores do Brasil nesse quesito, apesar da melhora de -32,2% desde 2010. Essa lacuna em coleta e destinação adequada de resíduos ajuda a explicar o crescimento de +49,8% nas emissões de resíduos (de 3.885 para 5.818 tCO₂e entre 2010 e 2024), embora esse valor ainda esteja abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

As emissões totais de GEE, contudo, são o indicador mais preocupante: 701.666 tCO₂e em 2024, salto de +94,4% desde 2010, colocando o município no percentil 86 nacional — muito acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também cresceram fortemente (+133,9%, atingindo 15.259 tCO₂e), embora ainda abaixo da mediana nacional. Esse cenário sugere que o principal motor das emissões municipais não é o setor de resíduos, mas sim outras fontes (provavelmente mudança de uso da terra ou agropecuária, não detalhadas neste dossiê), o que exige investigação complementar.

O investimento público registrado via PNCP é praticamente nulo (R$ 1 em 2026, percentil 2 nacional), muito distante da mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e da UF (R$ 46,1 milhões). Essa quase ausência de investimento contrasta com as necessidades evidentes em saneamento e gestão de resíduos, e ajuda a explicar por que os avanços observados (redução de perdas de água e de destinação inadequada) têm ritmo lento diante da magnitude dos desafios ambientais do município, especialmente a trajetória ascendente de emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2018

16.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

43.1%

2018

23.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.3%

2022

20
10.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.9%

2022

21
32.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

701.666 tCO₂e

2024

14
94.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.818 tCO₂e

2024

52
49.8% no período

Emissões de energia

SEEG

15.259 tCO₂e

2024

54
133.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 1

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.