CoroadosSP

5.498 habitantes · IBGE 3512506

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Resumo socioambiental

Coroados/SP apresenta desempenho consistentemente superior à média nacional em saneamento básico. A cobertura de água atingiu 95,6% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima do patamar estadual (96,6%), com percentil 86. A coleta de esgoto chegou a 94,5%, muito acima da mediana do país (59,9%) e superior à média paulista (92,5%), embora tenha recuado frente aos 100% mantidos entre 2010 e 2021. O tratamento de esgoto, em 95,6%, é um destaque expressivo: quase o triplo da mediana nacional (33,3%) e bem acima da UF (66,6%), posicionando o município no percentil 96. A perda de água na distribuição, de 8,5%, é baixíssima comparada à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (28,2%), colocando o município entre os 5% com menor desperdício do país — resultado coerente com a queda de 33,5% nesse indicador desde 2010.

Os dados do Censo IBGE reforçam esse quadro positivo: 95,3% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (89,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 4,1%, uma redução de 73,5% em relação a 2010, embora ainda acima do valor de referência da UF (1,0%). A infraestrutura de tratamento conta com apenas 1 ETE (2020), igual à mediana nacional, mas muito distante da capacidade média estadual (869 unidades), o que sugere dependência de poucos ativos para sustentar os bons indicadores de tratamento.

No campo climático, o cenário é mais preocupante. As emissões totais de GEE saltaram para 162.198 tCO₂e em 2024, alta de 53,9% desde 2010 e acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O principal motor dessa alta foi o setor de energia, cujas emissões cresceram 726,7% no período, atingindo 89.582 tCO₂e em 2024 — valor bem superior à mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 80, indicando forte intensificação do consumo energético local. Já as emissões de resíduos, embora tenham crescido 19% desde 2010, permanecem em 3.679 tCO₂e, inferiores à mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo a eficácia da gestão de coleta e destinação adequada de resíduos sólidos.

Em síntese, Coroados combina uma gestão hídrica e de esgotamento sanitário exemplar, com indicadores muito acima da média nacional e estadual, a um crescimento expressivo das emissões de GEE, concentrado no setor energético. Essa dissociação entre avanços no saneamento e o agravamento do perfil de emissões sugere a necessidade de políticas municipais voltadas à eficiência energética e à diversificação da matriz local, para equilibrar os ganhos ambientais já consolidados na área de saneamento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

95.6%

2024

86
9.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

94.5%

2024

90
2.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

95.6%

2024

96
26.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

8.5%

2024

95
33.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.3%

2022

92
12.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.1%

2022

79
73.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

162.198 tCO₂e

2024

46
53.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.679 tCO₂e

2024

68
19.0% no período

Emissões de energia

SEEG

89.582 tCO₂e

2024

20
726.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.