Coronel João PessoaRN

4.315 habitantes · IBGE 2402907

IA

Resumo socioambiental

Coronel João Pessoa/RN apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atende apenas 18,0% dos domicílios em 2024, resultado de queda de -36,5% desde 2010 e valor drasticamente inferior à mediana nacional (73,2%) e à média do RN (75,1%), posicionando o município no percentil 3 do país — entre os piores do Brasil. Paradoxalmente, mesmo com baixa cobertura, a perda de água na distribuição atinge 44,9% em 2024, acima da mediana nacional (29,1%) e também superior à média estadual (40,7%), indicando ineficiência operacional significativa no sistema já limitado existente.

Na área de resíduos sólidos, a coleta domiciliar alcança apenas 51,4% dos domicílios em 2022, quase estagnada desde 2010 (+1,4%) e bem distante da mediana nacional (76,9%). Como consequência direta, o destino inadequado de resíduos ainda afeta 26,6% dos domicílios, taxa quase três vezes maior que a mediana brasileira (14,9%). Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete nas emissões do setor, que cresceram +48,0% desde 2010, atingindo 2.428 tCO₂e em 2024 — trajetória de alta preocupante que contrasta com a redução observada nas emissões totais do município.

Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 12.533 tCO₂e em 2024, com queda de -16,2% desde 2010, mantendo-se no percentil 5 nacional (muito abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e), o que reflete o pequeno porte populacional e econômico local. Chama atenção, porém, o crescimento acentuado das emissões de energia (+94,5%, para 2.127 tCO₂e), sinalizando maior consumo energético não compensado por ganhos de eficiência. Do ponto de vista hídrico, os dados de 2016 mostram sete registros de seca observada, situando o município no percentil 81 do RN quanto à exposição à escassez hídrica, o que agrava o desafio de ampliar a cobertura de abastecimento de água.

Em síntese, Coronel João Pessoa enfrenta um déficit estrutural duplo — baixíssima cobertura de água associada a altas perdas no sistema, e baixa coleta de resíduos com destino inadequado expressivo — que demanda investimento prioritário em infraestrutura de saneamento, especialmente considerando o histórico de eventos de seca e o crescimento das emissões ligadas a resíduos e energia.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

18.0%

2024

3
36.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.9%

2024

22
15.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

51.4%

2022

16
1.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.6%

2022

31
46.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

12.533 tCO₂e

2024

95
16.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.428 tCO₂e

2024

82
48.0% no período

Emissões de energia

SEEG

2.127 tCO₂e

2024

93
94.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.