Coronel João SáBA

17.593 habitantes · IBGE 2909208

IA

Resumo socioambiental

Coronel João Sá/BA apresenta quadro socioambiental preocupante, com déficits estruturais em saneamento básico e trajetória de piora em diversos indicadores. A cobertura de água atingiu 59,2% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do estado (83,0%), posicionando o município no percentil 31. Mais grave é a ausência total de tratamento de esgoto (0,0% em 2024, mantida desde ao menos 2011), enquanto a coleta de esgoto caiu para 51,8%, revertendo um patamar de 100% registrado em 2011 e 2020 — uma queda acumulada de 48,2%. Essa combinação de coleta sem tratamento indica que o esgoto captado é destinado sem qualquer tipo de processamento, ampliando riscos sanitários e de contaminação ambiental.

A perda de água na distribuição também é elevada, em 36,2% (2024), acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (34,5%), colocando o município no percentil 65 (pior que a maioria). Essa perda expressiva, combinada à cobertura de água já baixa, sugere ineficiência operacional do sistema de abastecimento, comprometendo o acesso efetivo da população ao recurso. No campo dos resíduos domiciliares, a situação é ainda mais crítica: apenas 55,3% dos domicílios têm coleta (Censo 2022), muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), com o município no percentil 20. Consequentemente, 39,6% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, taxa muito superior à mediana nacional (14,9%) e à UF (17,1%), posicionando o município no percentil 85 — entre os piores do país neste quesito, embora tenha havido melhora relativa desde 2010 (queda de 21,0%).

Esse cenário de gestão inadequada de resíduos se reflete nas emissões de GEE do setor: as emissões de resíduos somaram 8.256 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), com trajetória de crescimento constante (+53,2% desde 2010). As emissões totais de GEE do município alcançaram 210.747 tCO₂e em 2024, também acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com alta de 47,2% em relação a 2010, embora tenha havido leve recuo frente ao pico de 245.510 tCO₂e em 2023. Já as emissões de energia mostraram estabilidade relativa (11.912 tCO₂e, +1,2%), abaixo da mediana nacional, indicando que o crescimento das emissões totais é puxado majoritariamente por outros setores, não pela matriz energética.

Por fim, os registros hidrológicos disponíveis (ANA, 2016) mostram ausência de cheias registradas, mas 9 ocorrências de seca observada no município, evidenciando maior vulnerabilidade à escassez hídrica — o que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de abastecimento e redução de perdas. Em síntese, Coronel João Sá acumula desafios simultâneos em água, esgoto, resíduos e emissões, com indicadores consistentemente piores que as medianas nacional e estadual, demandando ação prioritária em saneamento para conter riscos sanitários e ambientais crescentes.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

59.2%

2024

31
2.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

51.8%

2024

43
48.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

36.2%

2024

35
76.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.3%

2022

20
10.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

39.6%

2022

15
21.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

210.747 tCO₂e

2024

39
47.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.256 tCO₂e

2024

40
53.2% no período

Emissões de energia

SEEG

11.912 tCO₂e

2024

60
1.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.