Coronel José DiasPI

4.305 habitantes · IBGE 2202851

IA

Resumo socioambiental

Coronel José Dias/PI apresenta quadro de saneamento básico crítico, com indicadores substancialmente abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 52,7% em 2022, apenas metade da mediana nacional (76,5%) e da UF (73,0%), posicionando o município no percentil 22 do país — apesar do avanço expressivo desde 2008 (+77,7%), a série mostra estagnação desde 2015. O quadro se agrava pela perda de água de 52,4%, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e acima até da média do Piauí (46,4%), colocando o município no percentil 87 (pior extremo): mais da metade da água tratada não chega ao consumidor, o que sugere ineficiência operacional relevante na rede de distribuição.

A situação de esgotamento sanitário é ainda mais preocupante. Apenas 45,3% dos domicílios têm coleta (Censo 2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%), e 54,8% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos — quase quatro vezes a mediana do país (14,9%) e o dobro da UF (26,3%), colocando o município no percentil 95 nacional, entre os piores do Brasil. Essa lacuna estrutural em saneamento tende a se refletir em emissões de resíduos: embora as 1.724 tCO₂e de 2024 estejam abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 8), a estabilidade da série desde 2010 indica ausência de melhorias na gestão de resíduos sólidos, coerente com a baixa cobertura de coleta.

O dado mais alarmante é o salto nas emissões totais de GEE, que passaram de 154.252 tCO₂e (2022) para 604.575 tCO₂e em 2024, variação acumulada de +11.336,8% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e alcançando o percentil 83 — um crescimento muito mais acentuado que o observado nas emissões de energia (5.589 tCO₂e, percentil 23) ou resíduos, sugerindo que o vetor principal do aumento está em outros setores (provavelmente mudança de uso da terra), fora do escopo direto do saneamento local, mas que exige investigação específica dado o porte pequeno do município (~4.305 habitantes).

Por fim, os registros hídricos de 2016 indicam vulnerabilidade a eventos de seca (15 registros, percentil 95), sem ocorrências de cheia no período, reforçando um perfil climático de estresse hídrico que se soma à fragilidade da infraestrutura de água e esgoto. O conjunto dos indicadores aponta para a urgência de investimentos em redução de perdas na rede de água, ampliação da cobertura de esgotamento sanitário e monitoramento mais recente dos dados hidrológicos e de emissões, dada a defasagem de informações desde 2016 nesses dois últimos eixos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

28.0%

2023

10.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

77.6%

2023

62.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.3%

2022

11
21.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

54.8%

2022

5
12.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

604.575 tCO₂e

2024

17
11336.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.724 tCO₂e

2024

92
25.8% no período

Emissões de energia

SEEG

5.589 tCO₂e

2024

77
211.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

15

2016

5
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.