Coronel VividaPR

23.859 habitantes · IBGE 4106506

IA

Resumo socioambiental

Coronel Vivida apresenta avanço expressivo no saneamento básico entre 2008 e 2022, com destaque para a cobertura de água, que atingiu 91,5% em 2022 — acima da mediana nacional (76,5%) e no percentil 73, embora ainda abaixo do índice do Paraná (96,1%). A coleta de esgoto chegou a 75,5% em 2021, um salto de 183% desde 2007, mas o município permanece no percentil 40 nacional, aquém da mediana do país (87,8%) e da UF (89,9%). O tratamento de esgoto evoluiu para 58,2% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%) e situando-se no percentil 61, ainda que distante do desempenho paranaense (78,7%). A perda de água na distribuição caiu para 18,8% em 2022, patamar bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (29,6%), indicando gestão eficiente da rede.

No manejo de resíduos sólidos, o quadro é menos favorável: o destino inadequado de domicílios ainda alcança 16,8% em 2022, acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior à do Paraná (5,6%), apesar da queda de 29,8% desde 2010. A coleta domiciliar estagnou em 76,5%, próxima da mediana nacional (76,9%) mas bem abaixo da UF (90,0%). O município conta com apenas 1 unidade de destinação e 1 ETE, ambas no patamar mediano nacional, mas muito distantes da capacidade instalada do Paraná (53 e 279 unidades, respectivamente), sugerindo infraestrutura limitada frente à demanda local.

As emissões de GEE somaram 293.199 tCO₂e em 2024, com alta de 24% desde 2010, posicionando o município no percentil 69 nacional. O crescimento é impulsionado principalmente pelo setor energético, cujas emissões saltaram 266,5% no período, atingindo 185.151 tCO₂e (percentil 89) — reflexo provável da expansão de consumo energético não acompanhada de fontes renováveis locais, já que a potência hidráulica instalada permanece estagnada em 828 kW desde 2010, muito abaixo da mediana nacional (10 MW). As emissões de resíduos, embora de menor magnitude (9.857 tCO₂e, +8,7%), também superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e), reforçando a relação entre a lacuna na destinação adequada de resíduos e a pressão climática.

Em síntese, Coronel Vivida evoluiu consistentemente no acesso à água e ao tratamento de esgoto, superando referências nacionais em vários indicadores, mas ainda enfrenta desafios na coleta de esgoto e no manejo de resíduos sólidos, áreas em que fica abaixo dos parâmetros estaduais. O crescimento acelerado das emissões de energia é o ponto de maior atenção para a gestão municipal, exigindo investimentos em eficiência energética e fontes renováveis para conter a trajetória de aumento das emissões totais de GEE.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.4%

2024

56
14.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

62.7%

2024

52
125.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

63.5%

2024

71
59.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.9%

2024

81
2.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.5%

2022

49
0.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.8%

2022

46
29.8% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

828 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

828 kW

2024

16
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

293.199 tCO₂e

2024

31
24.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.857 tCO₂e

2024

34
8.7% no período

Emissões de energia

SEEG

185.151 tCO₂e

2024

11
266.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.