Córrego do OuroGO

2.456 habitantes · IBGE 5205703

IA

Resumo socioambiental

Córrego do Ouro/GO apresenta cobertura de água de 63,1% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e bem distante do desempenho médio de Goiás (88,8%), posicionando o município no percentil 36 do país. Apesar disso, o indicador de perda de água, de 15,9% no mesmo ano, é comparativamente favorável: fica abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (25,3%), colocando o município no percentil 15 — ou seja, entre os melhores do país nesse quesito, mesmo com alta de 20% em relação ao ano anterior, sinalizando atenção para reversão dessa tendência.

No saneamento, a coleta de esgoto atende 62,1% dos domicílios (2022), also abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), com estagnação frente a 2010 (62,3%). Por outro lado, o destino inadequado de dejetos caiu expressivamente, de 37,7% em 2010 para 19,5% em 2022 (-48,3%), embora ainda supere a mediana nacional (14,9%) e principalmente a UF (5,5%), evidenciando que, apesar do avanço histórico relevante, o município ainda está distante do padrão goiano de saneamento.

Em emissões, o quadro é mais preocupante: o total de GEE saltou para 320.290 tCO₂e em 2024, alta de 64,5% frente a 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 71 — entre os mais emissores do país, com salto abrupto justamente no último ano da série. As emissões de energia acompanham essa tendência (4.046 tCO₂e, +64,1%), embora ainda abaixo da mediana nacional. Já as emissões de resíduos, de 2.378 tCO₂e (+29,4% desde 2010), permanecem bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 17, indicando que o crescimento das emissões totais não é explicado pelo setor de resíduos, mas provavelmente por mudanças no uso da terra ou agropecuária, não detalhadas neste dossiê.

Não há registros de cheias ou secas no município na série disponível (2016), sem elementos para avaliação de risco hidroclimático recente. Em síntese, Córrego do Ouro avançou de forma significativa na redução do destino inadequado de dejetos e mantém perdas de água controladas, mas enfrenta estagnação na cobertura de água e esgoto, aquém dos padrões estadual e nacional, e um crescimento expressivo das emissões totais de GEE que merece investigação e monitoramento prioritário pela gestão municipal.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.1%

2024

36
1.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

15.9%

2024

85
20.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.1%

2022

28
0.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.5%

2022

41
48.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

320.290 tCO₂e

2024

29
64.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.378 tCO₂e

2024

83
29.4% no período

Emissões de energia

SEEG

4.046 tCO₂e

2024

83
64.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.