Córrego NovoMG

2.912 habitantes · IBGE 3120003

IA

Resumo socioambiental

Córrego Novo/MG apresenta quadro socioambiental misto, com destaque negativo para o saneamento e para o salto expressivo nas emissões de gases de efeito estufa em 2024. A cobertura de água atingiu 68,1% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (83,3%), posicionando o município no percentil 43. Mais preocupante é a coleta de esgoto, que recuou de patamares próximos a 100% entre 2017 e 2021 para 67,3% em 2024 (queda de 32,0% no período recente), e principalmente o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2011 — bem abaixo da mediana nacional de 33,3% e da UF (44,6%). Essa ausência total de tratamento é o ponto mais crítico do dossiê, pois indica que todo o esgoto coletado é lançado sem qualquer processamento, com impacto direto na qualidade dos corpos hídricos locais.

A perda de água na distribuição, embora tenha caído para 21,8% em 2024 (ante 31,1% em 2023), ainda representa desperdício relevante, mas está abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), o que é um ponto relativamente favorável frente ao cenário estadual. Já os indicadores censitários mostram melhora estrutural: domicílios com coleta de resíduos subiram de 66,4% (2010) para 77,9% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu de 33,6% para 21,1% no mesmo período — ainda assim, esse valor permanece acima da mediana nacional (14,9%) e bem acima da UF (7,4%), sinalizando que quase um quinto dos domicílios ainda destina resíduos de forma inadequada, o que dialoga com a inexistência de tratamento de esgoto como fragilidade ambiental combinada.

O dado mais alarmante é a emissão total de GEE, que saltou de 113.935 tCO₂e em 2023 para 426.612 tCO₂e em 2024, alta de 440,6% frente a 2010 e posicionando o município no percentil 77 nacional — muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). Esse salto não é explicado pelas emissões de resíduos (1.902 tCO₂e, percentil 11, bem abaixo da mediana nacional de 6.191 tCO₂e) nem pelas de energia (770 tCO₂e, percentil 2, irrisórias frente à mediana de 18.929 tCO₂e), ambas com participação marginal e até em queda. Isso sugere que o aumento expressivo em 2024 decorre de outro setor não detalhado neste dossiê (provavelmente mudança de uso da terra ou agropecuária), merecendo investigação específica pelos gestores locais.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos são limitados a 2016, com 1 registro de cheia (percentil 76, acima da mediana nacional de 0) e nenhuma seca observada. Dada a defasagem desses dados, não é possível avaliar tendências recentes de eventos extremos, recomendando-se atualização dessa série para subsidiar o planejamento de resiliência climática do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.1%

2024

43
4.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

67.3%

2024

57
32.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

21.8%

2024

71
85.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.9%

2022

52
17.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.1%

2022

38
37.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

426.612 tCO₂e

2024

23
440.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.902 tCO₂e

2024

89
25.0% no período

Emissões de energia

SEEG

770 tCO₂e

2024

98
5.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.