Correia PintoSC
16.163 habitantes · IBGE 4204558
Resumo socioambiental
Correia Pinto/SC apresenta saneamento acima da média nacional, mas com sinais recentes de deterioração na infraestrutura de água. A cobertura de água caiu para 86,5% em 2024, ainda superior à mediana nacional (73,2%) e próxima da média catarinense (86,8%, percentil 71), porém marcada por uma queda expressiva entre 2022 e 2023 (de 99,4% para 74,5%) antes da recuperação parcial. A perda de água, embora tenha diminuído significativamente desde 2010 (-25,9% no período, chegando a 23,6% em 2024), segue como ponto de atenção operacional, ainda que abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (32,3%). Já o esgotamento sanitário é um destaque positivo: a coleta atingiu 98,0% (2020), muito acima da mediana do país (59,9%) e sobretudo da média de Santa Catarina (42,3%), com tratamento de 41,6%, também superior às referências nacional e estadual. Essa boa cobertura de coleta contrasta, no entanto, com a existência de apenas 1 ETE no município, no limite da mediana nacional, sugerindo dependência de infraestrutura concentrada e pouco redundante.
Na gestão de resíduos sólidos, o município evoluiu na destinação domiciliar adequada: o percentual de domicílios com coleta subiu para 87,3% (2022), e o destino inadequado caiu para 6,5%, uma redução de 55,3% desde 2010, embora ainda acima da média estadual (3,2%) e do percentil catarinense (30). Chama atenção a existência de apenas 1 unidade de destinação registrada, compatível com a mediana nacional, mas muito aquém das 58 unidades médias de Santa Catarina, indicando baixa capacidade instalada para tratamento de resíduos frente ao padrão estadual. Esse gargalo estrutural ajuda a explicar o único indicador de emissões em trajetória de alta: as emissões de resíduos cresceram 20,6% entre 2010 e 2024, atingindo 8.943 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 63).
Do ponto de vista climático, o balanço geral é favorável. As emissões totais de GEE caíram 69,5% desde 2010, para 172.170 tCO₂e em 2024, ainda que acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 56). A queda foi puxada principalmente pelo setor de energia, com redução de 73,8% no período, refletindo possível descarbonização da matriz local. A matriz energética municipal é fortemente apoiada em biomassa, com 38 MW de potência instalada, muito acima da mediana nacional (5 MW, percentil 82), enquanto a energia solar permanece estagnada em 220 kW desde 2020, bem abaixo da mediana do país (908 kW, percentil 19), indicando espaço para diversificação da geração renovável.
Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição a eventos extremos, com 3 registros de cheia e 2 de seca, valores muito superiores à mediana nacional (0 em ambos os casos), embora inferiores à média estadual. Combinado às perdas de água ainda elevadas e à concentração da infraestrutura de esgoto em uma única ETE, esse quadro reforça a necessidade de investiment
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
98.0%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
41.6%
2020
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
23.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
38 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
220 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
220 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
172.170 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.943 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
45.504 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
