CorumbataíSP

4.285 habitantes · IBGE 3512704

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Resumo socioambiental

Corumbataí/SP apresenta quadro de saneamento heterogêneo e emissões relativamente controladas frente ao cenário nacional. A cobertura de água chegou a 69,3% em 2022, patamar ainda distante dos 99% observados entre 2013 e 2019, mas em recuperação após a forte queda de 2020 (53,4%). O município permanece abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem abaixo da média paulista (95,2%), posicionando-se no percentil 41. Já a coleta de esgoto é universal, com 100% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a própria média do estado (94,6%), colocando o município no percentil 100 desse indicador — um contraste relevante frente à cobertura de água ainda incompleta.

O tratamento de esgoto, embora tenha recuado de 100% (2009) para 80,0% em 2022, segue muito acima da mediana nacional (37,7%) e também supera a média de São Paulo (69,6%), resultando no percentil 77. Essa combinação de coleta plena com tratamento parcial sugere possível gargalo na capacidade ou operação da única ETE registrada no município (2020), que iguala a mediana nacional de unidades, mas está longe da escala média estadual. As perdas de água, de 23,0% em 2022, estão abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%), indicando gestão de rede relativamente eficiente, apesar da oscilação recente (pico de 30% em 2020).

No eixo de resíduos sólidos, o destino inadequado de domicílios recuou de 19,7% (2010) para 14,6% (2022), próximo da mediana nacional (14,9%), mas muito acima da média paulista (1,0%), evidenciando defasagem estrutural frente ao padrão do estado. A coleta domiciliar também caiu de 80,3% para 72,3% no mesmo período, abaixo da mediana nacional (76,9%). Essa fragilidade na gestão de resíduos, no entanto, não se reflete de forma crítica nas emissões: as emissões de resíduos (3.081 tCO₂e em 2024) caíram 4,0% na década e ficam abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O balanço de emissões totais é favorável: 78.480 tCO₂e em 2024, queda de 17,2% desde 2010, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 33. A exceção é o setor de energia, cujas emissões mais que dobraram (+118,8%) desde 2010, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e indicando ponto de atenção para políticas locais de eficiência energética. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, o que limita a análise de risco hidroclimático recente, mas reforça a necessidade de acompanhamento contínuo dado o histórico de instabilidade na cobertura de água.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

76.9%

2024

55
42.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

64.7%

2024

54
35.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

48.1%

2024

60
43.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

46.5%

2024

20
57.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.3%

2022

42
10.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.6%

2022

51
25.8% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2021

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

78.480 tCO₂e

2024

67
17.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.081 tCO₂e

2024

74
4.0% no período

Emissões de energia

SEEG

22.285 tCO₂e

2024

47
118.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.