CosmópolisSP
61.204 habitantes · IBGE 3512803
Resumo socioambiental
Cosmópolis apresenta cobertura de água de 92,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média estadual (95,2%), posicionando o município no percentil 73. Já a coleta de esgoto atinge 98,1% (2021), patamar superior tanto à mediana do Brasil (87,8%) quanto à média de SP (94,6%). Contudo, o dado mais crítico do saneamento é o tratamento de esgoto: 0,0% em 2022, contra mediana nacional de 37,7% e média estadual de 69,6%, colocando o município no percentil 25. Ou seja, praticamente todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que representa um passivo ambiental relevante e contraditório diante da boa cobertura de coleta.
A perda de água na distribuição saltou para 35,2% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%). A série mostra oscilação abrupta: de níveis baixos como 4,8% em 2017-2018 para 35,2% a partir de 2021, sugerindo mudança metodológica ou operacional que merece investigação, já que o salto de +20,4% é incompatível com uma trajetória gradual. Em paralelo, os indicadores censitários de resíduos sólidos são positivos: 94,5% de domicílios com coleta (2022, percentil 89) e apenas 0,3% com destino inadequado (percentil 2, bem abaixo da mediana nacional de 14,9%). Essa boa gestão de resíduos domiciliares, porém, contrasta com as emissões de resíduos no inventário de GEE, que cresceram +24,9% entre 2010 e 2024, atingindo 27.928 tCO₂e — quase 4,5 vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 88, indicando que a destinação final (provavelmente aterro) gera emissões expressivas de metano.
As emissões totais de GEE do município somaram 147.545 tCO₂e em 2024, com recuo de -2,9% frente ao ano anterior e próximas à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 52). O setor de energia, embora tenha caído -15,3% no período recente, ainda é o maior componente absoluto (105.109 tCO₂e) e permanece muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 82), refletindo o perfil industrial do município — coerente com a presença de 40 MW de potência instalada em biomassa, mantida estável desde 2010 e bem superior à mediana nacional (5 MW, percentil 83.
Em síntese, Cosmópolis combina bons indicadores de acesso a água e coleta de esgoto e resíduos com dois pontos de atenção estruturais: a ausência total de tratamento de esgoto e o crescimento das perdas de água e das emissões ligadas a resíduos. Não há registros de eventos de cheia ou seca em 2016 (único ano disponível), o que limita a análise de risco hidroclimático. Prioridades para gestão pública incluem a implantação de estação de tratamento de esgoto e a investigação da causa do aumento das perdas na rede de água.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
97.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
28.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
25.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
94.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
40 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
147.545 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
27.928 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
105.109 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
